Monday, 13 August 2007

Presidência da República lamenta a falsa alegação da FRETILIN



Num comunicado da FRETILIN datado de 12 /8/07, imputado ao Srs. Arsénio Bano, Vice- Presidente e membro da Comissão Política Nacional da FRETILIN, e a José Teixeira, deputado da FRETILIN, alega-se o seguinte:

"O Presidente Ramos-Horta ameaçou despedir funcionários públicos que adiram a manifestações antigovernamentais apesar de o Presidente da República não deter qualquer poder constitucional que o permita fazer e apesar da inexistência de legislação que impeça um funcionário público de participar em acções de protestos quando realizadas para além do seu horário laboral."

O Gabinete da Presidência informa que Sua Exª o Senhor Presidente da República não ameaçou despedir seja quem fôr e não proferiu quaisquer "ameaças" nesse sentido.

Sua Exª o Presidente da República, Dr. José Ramos-Horta, lamenta que os referidos senhores líderes da FRETILIN tenham feito tais alegações em relação ao Chefe do Estado sem ter averiguado se tais alegações teriam alguma veracidade.

3 comments:

Anonymous said...

DECLARAÇÃO DA BANCADA SOBRE A CAMPANHA DE DIFAMAÇÃO EM CURSO CONTRA A FRETILIN

Sr Presidente do Parlamento Nacional, Excelência,
Ilustres Deputados,
Povo de Timor-Leste:

A bancada Parlamentar da FRETILIN apresenta-se hoje nesta sessão plenária para fazer ouvir a sua voz contra a campanha difamatória que está em curso.

A FRETILIN vê com grande preocupação o desenrolar de mais uma campanha orquestrada para espalhar o boato e o rumor em tudo semellhante ao que assistimos durante a crise, que eclodiu em Abril de 2006 e que determinou a constituição da Comissão de Inquérito Internacional.

Nessa altura, dizia-se as F-FDTL tinham cometido uma massacre em Taci-Tolu, maior que o massacre de Santa-Cruz. Alguns falavam em mais de 100 mortos outros “contaram” pelo menos 66 .

Os peticionários nessa altura andavam aterrorizados porque lhes fizeram crer que as F-FDTL tinham recebido ordens para os eliminar, um por um.

O comando das F-FDTL em particular o general Ruak, o coronel Lere Anan Timur e o tenente-coronel Falur Rate Laek eram apresentados como “mass murders” ou seja autores de genocidio.

A Bancada Parlamentar da FRETILIN vê com preocupação o desenrolar de manobras maquiavélicas tendentes a provocar a violência para justificar a violência e abrir caminho à instauração de um regime de ditadura onde as vozes discordantes são silenciadas, onde impera a lógica de “Quem não está comigo está contra mim” uma lógica que leva a ter como inimigos a abater, a todo o custo, os que não querem ser sub-servientes, os que não partilham a mesma visão do poder.

Sr Presidente do Parlamento Nacional, Excelência,
Ilustres Deputados,
Povo de Timor-Leste:

Na primeira declaração da Bancada Parlamentar a FRETILIN afirmou:

“ Vamos descer às bases para explicar ao eleitorado a nossa posição porque é nossa obrigação fazê-lo. Vamos informar porque não formamos Governo e assumimos a oposição.

Ao irmos ao encontro dos nossos eleitores explicaremos que o momento actual nos exige serenidade e calma, exige que lancemos mão dos meios legais existentes, mostrando sentido de Estado e respeito pela Democracia e pela Lei, que sempre caracterizou a FRETILIN.”

E a terminar a sua Declaração a Bancada da FRETILIN afirmou e citamos:

“Solicitamos o vosso apoio, para instruirem os militantes dos vossos partidos, para que se abstenham de fazer provocações e ter atitudes atentatórias à dignidade humana, apenas com base na diferença de filiação partidária.

Apelamos a todo o povo que permaneça calmo de forma a garantirmos a estabilidade e podermos desenvolver o país que todos nós amamos e pelo qual já tantos e tantos deram a vida e consentiram sacrifícios.”

E é isso que os Deputados da FRETILIN estão a fazer. Desceram às bases e começaram a explicar porque razão é que apesar de termos ganho as eleições, não formamos governo.
Fomos explicar porque é que o Partido que ganhou as eleições e é minoritário no Parlamento não forma Governo e porque é que aqueles que perderam as eleições, mas juntos têm a maioria no Parlamento vão passar a governar o país.

Sr Presidente do Parlamento Nacional, Excelência,
Ilustres Deputados:

Gostariamos que todos compreendessem, que se para uns isto é muito fácil de compreender, até porque os beneficia directamente, para largas dezenas de milhares de cidadãos timorenses, é complicado de perceber e aceitar. Por isso assumimos a responsabilidade de explicar a complexidade da situação ao nosso eleitorado e à comunidade em geral.

Mas, MAIS UMA VEZ fomos mal interpretados!

Quando nos encontravamos no distrito de Bobonaro a fazer o esclarecimento que se impunha elementos da auto-intitulada AMP difamavam a FRETILIN acusando-a de cometer crimes tais como apedrejar carros, incendiar edificios públicos, em Dili, Baucau, Lospalos, Viqueque e Oecusse.

Elementos da dita AMP acusam a FRETILIN de descer às bases para criar o anarquismo e fomentar a violência, para dividir o povo.

Pedem que a PNTL, a Unpol e a FSI actuem com firmeza contra os que cometem crimes, insinuando que a FRETILIN estaria por detrás destes, como resulta claro da Declaração que distribuiram e conforme propagandearam no bazar de sábado, em Maliana e que a Bancada Parlamentar anexa, solicitando a atenção dos Ilustres Deputados.

A referida Declaração é objectivamente difamatória e a nossa Bancada faz saber, que hoje mesmo, tratou de apresentar queixa crime contra os seus autores, por haver indícios bastantes do cometimento de um crime previsto e punido pelo artigo 311o do Código Penal em vigor.

A queixa crime foi apresentada contra os subscritores da Declaração:

Jacinto Viegas Vicente também conhecido por Roke, presidente do CNRT de Bobonaro;
Salomão da Cruz , presidente da ASDT de Bobonaro;
Amilcar de Sousa Tavares, presidente do PSD de Bobonaro;
Adriano João, presidente do PD e porta-voz da “AMP” de Bobonaro.

Sr Presidente do Parlamento Nacional, Excelência;

Ilustres Deputados;
Povo de Timor-Leste!

A Bancada da FRETILIN alerta para o rumor e o boato que agora, tal como antes, pessoas de mau carácter espalham. Dizem que a FRETILIN já matou um elemento da GNR para além, de ter queimado 10 carros da UNPOL. Espalham que a FRETILIN está a introduzir armamento através da fronteira e que se prepara para fazer uma insurreição geral armada para tomar o poder, que a FRETILIN violou crianças, menores de 8 anos de idade.

E, tal como o “massacre de Taci-Tolu”, que nunca teve lugar, alguns destes boatos já correm no estrangeiro, como se de factos se tratassem.

Povo de Timor-Leste!
NADA É MAIS FALSO!

Sr Presidente do Parlamento Nacional, Excelência,
Ilustres Deputados:

A FRETILIN através da sua Bancada Parlamentar e desta Magna Casa apela aos bons ofícios de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, orgão de soberania unipessoal, com plena legitimidade democrática, para que garanta que sejam feitas investigações de forma isenta, séria e profissional a todos os desmandos e actos criminosos que tiveram lugar em Dili, designadamente o fogo posto ao edifício das alfandegas e todos os outros incidentes graves como as alegadas violações que terão acontecido num “convento ?” em Baucau, bem como o fogo posto a mais de 250 casas na zona de Uatolari, distrito de Viqueque e noutros locais em Oecusse.

A Bancada da FRETILIN exige que a verdade seja reposta e os criminosos, sem excepção, sejam chamados à responsabilidade.

A FRETILIN receia que estejam a ser usados os métodos da KOPASSUS, de triste memória, em que os seus agentes cometiam crimes que depois atribuiam ao seu inimigo, para justificar a repressão e a brutalidade com que actuavam.

O nosso Povo merece viver em sossego e não podemos pactuar com desordeiros e criminosos.
Sr Presidente do Parlamento Nacional, Excelência,
Ilustres Deputados:

Vamos todos garantir que a democracia não possa ser posta em causa no país, por ninguém!
VIVA A UNIDADE NACIONAL!
VIVA A DEMOCRACIA!
VIVA TIMOR-LESTE INDEPENDENTE!
Pela Bancada de FRETILIN
..................................................
Aniceto Longuinhos Guterres Lopes
(Chefe da Bancada Parlamentar)

José Martins said...

Bem me lembro que há 14 anos o Dr. Ramos Horta surgiu na Embaixada de Portugal em Banguecoque, numa manhã de Julho de 1994.

Esporádicamente já tinha ouvido falar no seu nome.

Porém nada que por aí além me disesse que obra já tivesse desenvolvido em favor dos timorenses.

Trajava "jeans" e com ele uma saca.

Perguntei-lhe: "É o Dr. Ramos Horta"?

Respondeu-me afirmamente que sim.

Passado uma hora recebo um telefonema do Dr, Mari Alkatiri a perguntar-me a localização da Embaixada.

Hospedava-se no "Manoro Hotel" a uns 500 metros da Embaixada.

Dei-lhe as coordenadas e passado uma meia hora estava junto ao Dr. Ramos Horta.

Não me vou me alongar, demasiadamente, em pormenores sobre a reunião "The Asean Ministers Meeting" que na altura se realizava no "Shangri-la Hotel", ou que o Dr. Ramos Horta e Dr. Mari Alkatiri eram indesejáveis,em Banguecoque, sob o governo do executivo do PM Chuam Leepkai.

O Dr. Ramos Horta e o Dr. Mari Alkatiri estiveram protegidos, enquanto a polícia os procurava por todos os cantos.

Não era para os meterem na prisão, mas no aeroporto e partirem da Tailândia, como "person non gratas".

Mas no último dia que partiam, voluntáriamente, fui eu que com o meu velho Volvo (viajavam comigo uma jornalista da TDM (Televisão de Macau e um operador de câmara), indiquei o caminho aos dois políticos e o local (arredores de Banguecoque junto ao aeroporto) onde uma legião de correspondentes estrangeiros os aguardavam para uma conferência de imprensa.

Teve imenso sucesso e sensibilizou a opinião internacional em relação ao caso das violações dos direitos humanos, em Timor pela Indonésia.

Ora o Dr. Ramos Horta e o Dr. Mari Alkatiri, no meu ponto de vista, eram mais que irmãos!

Ainda o eram em Agosto de 2004 de quando do casamento, num hotel de Bangkok, do filho do Dr. Ramos Horta com uma senhora tailandesa.

O padrinho pela parte do filho do Dr. Ramos Horta foi o Dr. Mari Alkatiri.

Houve discursos e a honra da presença do então PM tailandês Thaksim Shinawtra.

Porém eu pensava que as relações políticas e de amizade, entre os dois, corriam pelo melhor...

Enganei-me nada de nada foi como o pensei...

Os compadres de anos e lutadores pela mesma causa deterioraram-se...

Hoje encontram-se em campos opostos e (creio) que o apetite do Poder, político, permite que as amizades de outrora voltem em acusações daqui para lá de lá para cá!
José Martins
(Reformado e independente nas suas afirmações)

Anonymous said...

De boas intencoes esta o INFERNO cheio, dizem e desdizem, fazem e desfazem e nunca tem culpa. COITADOS. A VERDADE VAI SER MAIS UM SAPO PARA ENGOLIREM.

QUANTOS ANOS NEGARAM OS MASSACRES DE AILEU E SAME?

DEUS TENHA COMPAIXAO DE VO'S.

Sakunar Sacana