Monday, 6 August 2007

Presidente timorense escolhe Xanana Gusmão como premiê


Díli, 06 Ago (Lusa) - O presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, convidou oficialmente nesta segunda-feira o ex-presidente Xanana Gusmão, que atualmente preside o partido oposicionista Congresso Nacional da Reconstrução de Timor Leste (CNRT), para formar o novo governo. A posse ocorrerá na quarta-feira.

O CNRT integra a Aliança para Maioria Parlamentar (ANP), formada por legendas derrotadas após as eleições de 30 de junho. ANP e Frente Revolucionária do Timor Leste Independente (Fretilin), que venceu as eleições legislativas sem maioria absoluta (29% dos votos válidos), iniciaram nos últimos dias uma disputa por maior participação no governo.

"Decidi chamar a aliança a formar governo por representar neste momento a opinião política da maioria", disse Ramos Horta, ao anunciar ao país que convidou Gusmão a formar o novo executivo.

"Não estamos em tempo nem em ocasião de repetir eleições que, aliás, a Constituição proíbe. As maiorias e minorias estão no Parlamento e não nas ruas porque o povo delegou nos deputados poderes para o representar", disse o presidente timorense.

Xanana Gusmão

Kay Rala Xanana Gusmão, líder histórico da luta pela independência do Timor Leste, nasceu em Manatuto em 1946, quando Timor era ainda uma província colonial portuguesa. Ele dirigiu nas matas a luta contra a ocupação indonésia tendo, com a restauração da independência, em 2002, assumido o cargo de presidente da República, para o qual foi eleito em 2001.

No início deste ano anunciou que não seria candidato a um segundo mandato e, à frente do CNRT, concorreu às legislativas de junho, ficando em segundo lugar, atrás da Fretilin.

Sua indicação para chefiar o governo timorense resultou da coligação pós-eleitoral que o CNRT fez com o Partido Democrático e a coligação PSD/ASDT, que em têm, em conjunto, a maioria dos assentos do Parlamento nacional.
UOL Busca

2 comments:

Anonymous said...

Conseguirá alguém viver em paz quando é "ajudado" com injecções periódicas da guerra, tem a vizinhança a instilar quotidianamente veneno e calúnia, quando os que, dentro de casa, se dizem arautos da concórdia e da misericórdia - Xanana e Horta! - não aceitam ver beliscado - ao de leve que seja - o seu estatuto de privilegiados exclusivos, únicos portadores da verdade única?

Para quê escolhas democráticas quando roubam desavergonhadamente a vitória da Fretilin cujo único “crime” foi não servir os interesses dos poderosos, e particularmente dos gananciosos vizinhos estrangeiros?

As eleições apenas servem para homologar a presença nos órgãos de decisão de quem decide de acordo com os "donos do mundo", mesmo tendo-as perdido como perdeu clamorosamente o Xanana?

Muito mais que lamentável, tudo isto é um nojo, uma indignação, uma exigência de luta. Bem faz a Fretilin que não se acomoda e vai à luta!

Bem fazem todos os seguidores da Fretilin que não calam a sua revolta perante tão descarada usurpação dos seus votos que foram maioritários.

Nunca em Portugal – pese embora todas os recuos da nossa democracia – roubaram de forma tão acintosa o direito do mais votado formar governo.

Formaram-no com minorias Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso entre outros e o de Cavaco teve a mesma percentagem da Fretilin e teve também os partidos perdedores a exigirem do PR serem eles a formar governo e Mário Soares não cedeu!

É simplesmente vergonhoso que a comunidade internacional em geral e Portugal e a ONU em particular se calem, sancionando esta insensata e anti-democrática pouca-vergonha.

Isto é um autêntico roubo à mão armada à democracia depois de terem andado mais de um ano - com difamações, calúnias, violência, incêndios e pilhagens - a tentar roubar a honra do único partido Timorense que lutou durante 24 longos e duros anos pela libertação da sua pátria.

Como é que querem que sem democracia haja paz? Sem democracia nunca há paz!

Kim said...

As pessoas falam muito e não fazem nada. Ou seja, Fretelin só sabe fazer guerra. Artigo 106º é tudo o que digo