Wednesday, 23 May 2007

O militar rebelde timorense Alfredo Reinado garantiu que não se vai render


O militar rebelde timorense Alfredo Reinado garantiu que não se vai render e desafiou o novo Presidente da República, José Ramos-Horta, empossado domingo em Díli, frisando que não confia nele, noticia hoje a imprensa australiana e indonésia.


Segundo as edições electrónicas dos jornais Jakarta Post, da Indonésia, e Australian, da Austrália, o major Alfredo Reinado rejeitou qualquer acordo com José Ramos-Horta, que voltou a apelar publicamente à rendição do militar rebelde.

Alfredo Reinado abandonou a hierarquia de comando das forças armadas timorenses há cerca de um ano e esteve directamente envolvido nos sangrentos acontecimentos que marcaram a grave crise político-militar, iniciada em finais de Abril de 2006, e que provocaram dezenas de mortos e dezenas de milhar de deslocados.

O major rebelde foi detido em Julho de 2006, sob a acusação de posse de material de guerra, mas logrou escapar da prisão em Agosto, mantendo-se a monte desde então.

Numa entrevista filmada em local secreto, no interior das montanhas, em Timor-Leste, e que deverá ser transmitida quarta-feira pela televisão indonésia, segundo o jornal The Australian, Alfredo Reinado acusa ainda o anterior chefe de Estado, Xanana Gusmão, de o ter conduzido a uma armadilha, quando foi detido em Julho de 2006

Segundo Alfredo Reinado, ele limitou-se a cumprir ordens do então Presidente Xanana, quando foi detido e mandado para a prisão.

"O Xanana de hoje já não é o Xanana do passado", acusou.

O diário indonésio The Jakarta Post cita igualmente declarações de Alfredo Reinado, em que este questiona a presença de militares australianos em Timor-Leste, que, sublinha, "não é uma colónia australiana".

"Eles (australianos) que não pensem que nos podem transformar numa Papua Nova-Guiné. Nunca. Somos amigos, mas temos que nos respeitar uns aos outros", salientou.

Timor-Leste prepara-se para voltar a entrar em campanha eleitoral, agora para a realização das primeiras eleições legislativas, marcadas para 30 de Junho.

4 comments:

Anonymous said...

Isto ainda vai dar mal. Se ele esta realmente preocupado com a sua seguranca o melhor e' entregar-se a justica do que ser alvo de operacoes militares de captura aumentando assim significativamente a possibilidade de ser abatido em combate.

Se como ele diz e' verdade que alguns o querem morto entao essas mesmas pessoas so podem ficar contentes com a sua decisao de nao se render.
Pois sera mais justificavel abate-lo numa operacoes de captura do que na prisao sob a responsabilidade do governo.

Se eu fosse ele entregava-me sem tardar depois das legislativas.

Anonymous said...

Nós não pensamos que o Major Reinado se deve entregar!
Para já é um heroi!
Não conseguiram deitar-lhe a mão! É um militar nobre.
Claro tem razões para não confiar no Zé Ramos Horta, o prémio nobel da paz.
Dentro do Zé Horta não há só a paz dos anjos...
Existe a lei de "dente-por-dente" e quando lhe surge um "gajo" que o incomode, se o "gajo" se não coloca à "tabelinha" dá ao "badagaio".
Reinado é um militar e foi um dos que contribuiu para a autodeterminação de Timor.
Foi colega de armas do Xanana Gusmão nas montanhas de Timor.
O Zé Horta, espertinho que sempre o haja sido, aproveitou o nome do Xanana, para se "armar" aos câgados que ele (o HOrta) era o verdeiro defensor do povo timorense.
Depois o Zé meteu a pata na poça e não fez "porrinha" nenhuma em favor do Povo.
Porém o Zé Horta não desarma e mesmo depois de ter fracassado nas posições de Ministro dos Negócios Estrangeiros e Primeiro-Ministro, ainda consegue ser eleito Presidente da República!
Aí vai pró Zé: vê lá se fazes umas m******* agora, porque até agora não fizeste nada a não ser soprares "paleio" barato!
Um Nobel da Paz é um homem com nobreza e até agora ainda a não te vimos.
E lembra-te ó Zé que Timor não é uma horta e tu o hortelão que a trata e o dono dela!
Zé Granjola

Margarida said...

A cada conto acrescentam um ponto. Agora para a MetroTV a crise começou “com uma luta entre soldados e polícias que tentaram impedir a entrada deles na cidade” e o estupor coitado “tentou ultrapassar o problema” para vir a ser acusado de ser “o cérebro da rebelião”.

Mas o dito “cérebro” afinal nem percebe porque lhe chamam “fugitivo”. De repente o “cérebro” ficou amnésico. Esqueceu-se quando em 3 de Maio do ano passado fugiu de Díli (quando se lembrou que não tinha o papelinho), esqueceu-se depois que em 30 de Agosto fugiu da prisão de Bécora; e tornou-se a esquecer quando em Março fugiu de Same e dos seus cinco camaradas mortos.

E a amnésia chega ao ponto de se esquecer que tanto ele como o RH e o XG estão ao serviço dos Australianos, quando os acusa de tentarem reintroduzir o “comunismo” em TL e nem muitos dias depois de ter visto o RH a votar com o Cristo na pança. E até se esqueceu que na semana passada jurava que era a Fretilin que o queria morto.

E lembrar-me eu das visitas que teve do RH como MNE, Ministro da Defesa e PM, e das vezes que foi recebido pelo XG, e dos encontros com o Embaixador dos USA, Ian Martin, Comandantes das tropas Australianas, Representantes do Secretário-Geral, Longuinhos, Bispos, padres, e sei lá mais quem!

E das reportagens do Micael do Expresso que por lá andou a mando do Balsemão para transformar em "herói" este estupor.

Anonymous said...

O feitico voltou-se contra o feiticeiro e aquilo que parecia fava contadas agora sao ossos duros de roer. O alfredo nao e heroi de nada nem de ninguem e somente um peao que se deixou papar pelo bispo rainha e rei. Agora so lhe resta esperar pela sua sentenca e aguardar serenamente pelo veredicto das suas aventuras e devaneios.