Thursday, 24 May 2007

Atul Khare convida José Sócrates a visitar Díli


O representante especial do secretário-geral da ONU para Timor-Leste convidou hoje o primeiro-ministro português a visitar Díli, de forma a encorajar os políticos timorenses e dar conta da sua experiência de governação em Portugal.


Falando aos jornalistas no final de uma audiência com José Sócrates, no Palácio de São Bento, em Lisboa, Atul Khare adiantou que o chefe do executivo de Lisboa respondeu que "irá tentar" combinar uma data para fazer a deslocação.

"Pedi ao primeiro-ministro para que, assim que tiver tempo, assim que lhe for possível, que faça uma visita a Timor-Leste, pois tal constituirá uma contribuição muito positiva para os líderes timorenses aprenderem com a sua experiência de governação", afirmou o diplomata indiano.

No encontro, de cerca de uma hora, Atul Khare deu conta dos últimos desenvolvimentos registados em Timor-Leste, nomeadamente em relação às duas voltas das eleições presidenciais (08 de Abril e 09 de Maio), e disse ter solicitado também a José Sócrates a manutenção da cooperação portuguesa na mais jovem Nação asiática.

O representante de Ban Ki-moon em Timor-Leste assegurou que o primeiro-ministro português lhe garantiu que o executivo de Lisboa está "totalmente disponível para apoiar e dar toda a assistência" que for solicitada.

Nesse sentido, Atul Khare pediu a Sócrates que Portugal invista mais na cooperação na Educação e na Justiça, bem como num envolvimento que, considerou, "permita uma ajuda a uma governação inclusiva", que não especificou.

O representante da ONU em Timor-Leste encontra-se desde terça-feira em Lisboa em visita oficial, que termina sexta-feira, tendo hoje já reunido com várias comissões no Parlamento, a quem deu conta da continuação do processo de normalização democrática naquele país.

Atul Khare tem hoje ainda um encontro com o ministro da Administração Interna portuguesa, Rui Pereira, e será recebido quinta-feira, entre outras audiências, pelo chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva.

4 comments:

Margarida said...

Mas agora TL é coutada da ONU para o pró-cônsul fazer convites? Espero que quando regressar a TL que o PM o chame à pedra e que lhe explique que compete aos órgãos de soberania Timorenses a representação do país no exterior. No mínimo.

Anonymous said...

O único problema “desta porra” toda é que antes de 25 de Abril, o ministro do senhor Professor Doutor Oliveira Salazar para as colónias foi o Professor Doutor Marcello de Caetano e depois dele foi o Professor Doutor Adriano Moreira e agora o primeiro-ministro de Portugal é uma gajo que comprou um diploma de engenheiro da construção civil numa universidade que ninguém sabia que existia a não ser os membros do partido socialista cujo único mérito é conhecerem as qualidades das colas que lhes permitem colar cartazes.
Meus irmãos Timorenses, vocês, como nós, estamos órfãos. Estiveram a ser colonizados e nós mandados por gajos com alto gabarito intelectual e agora a treta é toda igual Isto ninguém quer perceber (Sócrates) nem ninguém percebe (representante da ONU)

José Martins said...

Não parece razoável que Atul Khare tenha ido a Lisboa e levado no bolso uma procuração para fazer um convite ao Primeiro Ministro José Sócrates visitar Timor-Leste.
Creio que a sua atitude não tenha agradado ao Dr. Ramos Horta há pouco eleito PR de Timor-Leste. Atul Khare meteu a foice em seara alheia e inseriu alhos e bugalhos na mesmo saco.
Um puro atrevimento sendo ele um agente que representa o Secretário-Geral das Nações Unidas, em Timor-Leste e toma, por sua conta e risco (porque não atrevimento?) de convidar uma individualidade que é o chefe exexcutivo de um Governo.
Nas suas declarações aos jornalistas o agente do secretário-geral procurou promoção pessoal e de "borla".
Estranho que o Dr. Ramos Horta antes de aquecer o fundo da cadeira de seu gabinete e organizar-se o Sr. Atul Khare tenha viajado a Lisboa fazer um convite (não se conhece se mais) e esteja por lá em visita oficial como que seja um alto dignatário que rege uma nação e não a de prestar apoio assistencial e logístico a Timor-Leste.
Vem me à mente que há uns meses atrás o alto comissário para os refugiados Eng. António Guterres esteve por uns três dias (que em parte acompanhámos como correspondente) em Banguecoque.
Fê-lo discretamente, visitou campos de refugiados, avistou-se com membros do Governo tailândês e não veio à Tailândia em visita oficial, mas puramente de trabalho.
De regresso a Timor-Leste será altura de o Dr. Ramos Horta lhe mostrar um cartão e em vez de amarelo o vermelho.
José Martins

Anonymous said...

Eh malta, ainda nao viram que com a queda do Governo de Mari, quem manda agora em Timor nao sao os Timorenses, mas sim O Bush o Howard e o palhaco da ONU! Horta e os outros nao tem voto na materia pois sao somente as marionetes! Isto nao e nada! Pior ha-de vir! Eu bem vos disse! Que se amanhem agora!

UNANIME