Saturday, 26 May 2007

O Grupo Mudança da FRETILIN, recusou a saída do partido maioritário e escolheu aliar-se ao Congresso Nacional de Reconstrução de Timor (CNRT)



O Grupo Mudança da FRETILIN, que escolhe hoje em Díli os órgãos formais do movimento, recusou a saída do partido maioritário e escolheu aliar-se ao Congresso Nacional de Reconstrução de Timor (CNRT) nas próximas eleições legislativas.

"A resolução e o sentimento desta convenção é que não vamos sair da FRETILIN e continuamos a pedir à liderança actual do partido para que, juntos, realizemos um congresso extraordinário onde todas as sensibilidades da FRETILIN possam estar representadas, para debater todas as questões políticas que dividem a família da FRETILIN", afirmou à Lusa o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros José Luís Guterres.

O Grupo Mudança realiza desde manhã a sua convenção para a escolha formal da direcção do movimento e, às 21:00 locais (13:00 em Lisboa), os trabalhos decorriam ainda no ginásio da Universidade Nacional, em Díli.

"O grupo cresceu imenso e temos que formalizar a estrutura", explicou José Luís Guterres, acrescentando: "Foi um momento histórico para nós".

"O Grupo Mudança reclama-se de vertente democrática e queremos ser ouvidos pela direcção nacional da FRETILIN", acrescentou José Luís Guterres, um dos dirigentes do partido maioritário que entraram em confronto com a actual direcção da FRETILIN no congresso de 2006.

"Os princípios e os métodos de democracia utilizados pela FRETILIN desde 1975 não são usados hoje dentro da FRETILIN", acusou Vítor da Costa, coordenador do Grupo Mudança, no discurso de abertura da convenção.

"Fizeram da FRETILIN uma empresa privada que só lhes pertence, onde a direcção é individual e pessoal ou de grupo que manda e decide unilateralmente sem consultar ninguém, nem mesmo os órgãos competentes do partido", acrescentou Vítor da Costa.

O discurso do coordenador do Grupo Mudança fez um elenco de acusações contra o actual secretário-geral da FRETILIN, Mari Alkatiri, o presidente do partido, Francisco Guterres "Lu Olo" e outros elementos do chamado Grupo Maputo.

"São autoritários, arrogantes, megalómanos e abusam excessivamente do poder", declarou Vítor da Costa.

A convenção do Grupo Mudança decidiu avançar para uma aliança formal com o CNRT do ex-Presidente da República Xanana Gusmão.

"Não rejeitamos o 'status quo', rejeitamos a instabilidade política e por isso defendemos uma aliança com alguém que já foi servidor desse país e o liderou por muitos anos, que é Xanana Gusmão", afirmou José Luís Guterres.

"Se a FRETILIN nos tivesse ouvido no congresso nacional, a situação não teria estado como hoje e não teria havido necessidade de uma organização política como o CNRT, que abraçasse todos os sectores da sociedade timorense", acrescentou José Luís Guterres.

A Lusa procurou, em vão, ouvir o comentário de Mari Alkatiri e de membros do Comité Central e do III Governo Constitucional às posições do Grupo Mudança da FRETILIN.

6 comments:

Margarida said...

Recusam-se a sair da Fretilin? Claro! Faz parte do esquema inventarem pretextos para depois se vitimarem, aliás é uma prática de qualquer oportunista. Porque eles sabem que estatutariamente é dever dos militantes da Fretilin “Não pertencer a um outro Partido, organização ou associação político-partidária” (alínea l do artigo 15º), e se não saem pelo pé deles mais cedo ou mais tarde vão ser postos na rua, independentemente da berraria que fizerem. Porque em qualquer partido todos os militantes têm os mesmos direitos e deveres e não há nenhum militante acima da lei.

Anonymous said...

“As pessoas, especialmente o Grupo Maputo, têm vindo a dizer..." mas afinal de contas o Jose Luis Guterres onde viveu durante todo o tempo da ocupacao, donde se alimentou durante 25 anos, com quem se casou e onde nasceram os filhos? Ele viveu em Maputo, Mocambique e foi muito bem tratado e com regalias. Tinha carro, vivenda de luxo aa disposicao e recebia dinheiro aa custa dos contribuintes mocambicanos! Casou-se com uma Arquitecta mocambicana e os dois filhos nasceram em Maputo. A vivenda onde vivia estava em nome da Fretilin e sem conhecimento da organizacao, o Luis Guterres fez uma negociata trocando a vivenda com uma flat e mais dinheiro. A flat situada da Av. Julius Nyerere estaa a ser alugado desde que se mudou nos meados dos anos '90 para a Africa do Sul e depois para New York. Pergunto se um individuo destes pode liderar alguma coisa na vida!? Mau pagador e oportunista!

http://timorlorosaenacao.nireblog.com/post/2007/05/27/fretilin-mudanca-em-ilegalidade-estatutaria#comments

Anonymous said...

Olha só o descaramento da Margarida! O teu partido mandou-te defende-los neste blog? Então o teu Timor ONLINE não te deixa fazer a tua propaganda?

É preciso descaramento, estamos fartos de a ler . Nós queremos ler notícias e n˜åo lavar de roupa suja. Não queremos isso.



Kuda Talin (rebo rebo)

Anonymous said...

Margarida é o que sai!
O grupo do "Maputa" bem agazalhados pelo "peniqueiro" do hospital da Beira, viviam por lá à "grande e à francesa"!´
Eles, os desgraçadinhos,e politicamente perseguidos pela bora cardada de Jacarta. Esses desgraçadinhos viviam na zona diplomata da área da Polama. Olhavam as areias e as águas, azuis, do Índico.
O grupo do "Maputo" (para ir vivendo à "grande e à francesa") tinha feito promessas, ao "peniqueiro" da Beira que Timor iria ser o poiso dos russos e dos cubanos.
Zé Granjola

Margarida said...

Quer dizer você queria era só ler textos de acordo com o que pensa, concordo que deve ser uma chatice aparecer uma desmancha-prazeres como eu, mas eu gosto de comentar e enquanto não me banirem continuarei. E aqui como vê, felizmente as portas estão abertas.

Mas olhe que é mais eficaz defender a sua opinião com opiniões, e não com insultos como acabou de fazer. Eu sei que dá um bocadito mais de trabalho mas há-de concordar que é mais eficaz, e depois todos sabemos que geralmente insultamos quando não temos argumentos.

Anonymous said...

Para a Srª D. Margarida,
Não sabia que o Dr. Durão (não sei se é doutor porque nunca lhe vi o diploma), que seria um igual a outros que não desejava mais um soldado para as colónias.
Nessa altura eu estava lá (não como soldado), mas sob a protecção da bandeira das quinas.
Não me surpreende que o "jovem progressita" de pacotilha, estudante Durão pensasse assim. Nessa altura o Durão, era a cópia dos "chulos" que surgiram antes e depois do 25 de Abril.
É que nas colónias havia portugueses de todas as raças e credos que não tiveram culpa de terem sido paridos de mães portuguesas.
O Dr. Durão, o tal progressita, nunca teve e não reconheceu a pátria que o pariu.
Ele é aquilo que é e veste a pele do cameleão na altura própria.
Se assim não fosse não tinha abandonado o executivo do Governo de Portugal que o Povo o elegeu PM da pátria, mãe, onde foi parido e foi pregar para outras paróquias. Mas o Dr. Durão tem contas a prestar aos homens/mulheres do mundo!
Há milhares de inocentes que morreram na guerra do Iraque!
Ele o Dr. Durão usou o território nacional, abusivamente (Base das Lages), com os senhores da guerra para que a matança desses inocentes acontecesse. O Dr. Durão não presta e não vale. Tarde ou cedo o Dr. Durão deve sentar-se no "mocho" do Tribunal Internacional de Haia e responder porque razão ele contribuiu, não só usar o território português, como assim acordar e dar luz verde ao início da guerra no território iraquiano.
Sobre a Drª Ana Gomes é uma mulher, da carreira diplomata, inteligente. Gosto da sua irreverência e como o vento, sopra, hoje do sul e amanhã do norte (suão). Porém não é tanto como é julgada uma conhecedora dos problemas de Timor e conhecimentos em cima das raizes de Portugal na Indonésia.
Esses conhecimentos devem-se ao brilhante diplomata o Embaixador António Pinto da França. A Drª Ana leu a sua obra sobre a influência de Portugal na Indonésia, foi à Ilhas Flores,viu aquilo que por lá ainda existia e chama a si os conhecimentos e não menciona o autor obra (que ela leu) até hoje editada, e de quando o Embaixador Pinto da França era o Encarregado de Negócios em Djacarta.
José Martins