Tuesday, 19 June 2007

Xanana Gusmão e Mari Alkatiri não serão o próximo premier do Timor-Leste

Díli, 19 jun (EFE).- Xanana Gusmão e Mari Alkatiri não serão o próximo primeiro-ministro do Timor-Leste, mesmo que o partido que representam ganhe as eleições legislativas que serão realizadas no dia 30 de junho.

"Não apresentarei minha candidatura a primeiro-ministro se a Fretilin (Frente de Resistência do Timor-Leste Independente) vencer as eleições", afirmou hoje à Efe Alkatiri.

Alkatiri, secretário-geral da Fretilin, foi chefe de Governo do país em 2002 e renunciou em junho do ano passado por causa de uma grave crise que levou o Timor-Leste a solicitar tropas de Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal para restabelecer a ordem.



Já o secretário-geral do Conselho Nacional de Reconstrução Timorense (CNRT), Deonisio Babo, apresentou hoje à imprensa a lista do Governo que será formado caso o partido vença.



Mário Carrascalão será o primeiro-ministro, e Gusmão exercerá a função de presidente do Legislativo.

A Fretilin e o CNRT, fundado por Gusmão em abril, são os favoritos nas eleições, entre 14 partidos e coalizões.

O Timor-Leste se tornou independente em 20 de maio de 2002, após uma difícil e sangrenta transição de 24 anos de ocupação militar indonésia.

4 comments:

Anonymous said...

É contra-informação dos derrotados de 30 de Junho!
Rogo-vos para que não façam harakiri!!

Margarida said...

Não há maneira de seguirem o conselho do Eusébio que prognósticos só no fim do jogo e entretêm-se a brincar ao faz de conta.

O bispo de Baucau faz de conta que não sabe qual é o estatuto do Alfredo, agora o Bobo faz de conta que não sabe que as eleições só se realizam a 30 de Junho.

E a EFE faz de conta que faz notícias. Até já parece a Lusa a fazer de conta que contactou os tais “juristas”.

Que tal pelo menos nesta última semana de campanha eleitoral os jornais e as agências noticiosas irem para o terreno e relatarem-nos o que de facto acontece nos comícios em vez de nos entreterem com estas fantasias?

Anonymous said...

Bem nos parece que sim que nem um ou outro será o próximo Primeiro- Ministro.

O Xanana não está preparado ou ter competência para ocupar a cadeira de Primeiro Ministro. O Xanana foi um símbolo criado para que objectivos fossem alcançados e ambições políticas, concretizadas, de alguns.

Corre por aí que a actividade política do Xanana é gerida pela mulher australiana. Ele limita-se a seguir orientações que partem de outrem e não dele.

Como é sabido o Xanana falhou de quando Presidente da República. Foi vivendo, como na giría de africa: "viver à sombra da bananeira".

Se o Xanana não conseguiu fazer nada durante o seu mandato vai faze-lo agora?

Evidentemente que não!

O novo Primeiro-Ministro de Timor-Leste deve ser um Homem, com perfil, conhecedor profundo dos problemas do território e com mestria, política, juntar "gregos e troianos" na mesma mesa para que os problemas políticos se possam resolver sem confortações.

Não vale nada o político que olha mais para a sua imagem e para os dividendos que possa usufruir, ignorando o seu Povo.

Povo que se acreditou nas suas palavras; Povo que confiou neles como os seus governantes.

O Povo de Timor-Leste, sente-se defraudado pelos políticos que elegeu. Cinco anos passados e a rebelião estoirou, passado quatro anos.

Sabe-se que esses políticos (que de antemão) já tinham dividido, entre eles os lugares que cada um iria ocupar no executivo do Governo que seria formado.

O povo acreditou neles, porque tinha fome de liberdade e pretendiam ser independentes.

A distribuição dos lugares no Governo, foi apenas, obra de duas pessoas (não vou referir aqui nomes), que se julgaram senhores e donos de Timor-Leste.

Eles, os dois senhores, sabiam tudo!

De política e de administração pública.

Chega dinheiro de todos os lados, há tropas das Nações Unidas para controlarem a insurgência que porventura possa surgir a cada momento.

Forças da Paz por cinco anos, em Timor-Leste, é muito pouco...mesmo muito pouco (no pensamento deles)...

Há necessidades que as tropas não saiam de Timor e já um deles se movimenta, nas esferas internacionais, para que não saiam!

É preciso que estejam por mais 10 anos, ou no melhor 15 anos.

Eles,com as Forças da Paz no território há que passear e continuar a dizer ao Mundo: "Timor-Leste é um país...Timor-Leste é independente... O Povo livrou-se da "canga" pesada da Indonésia".

Agora, hosana! hosana! hosana!

Os timorenses são livres!

Livres de que seriam?

Ou livres que são?


Da presença de tropas estrangeiras?


Não seriam e não são...

Haja por aí um advinho que diga se no futuro, próximo, se os timorenses se vão ver livres da "canga" das tropas das Nações Unidas, e dos militares de nações do Sudeste Asiático...

Triste Povo que os governantes que elegeram não os sabe governar...

"Os Generais quando perdem a guerra há que matar os soldados"!

Aqui os Generais são os governantes que não tiveram "cabeça" para governar os soldados que se traduzem: o Povo.
José de Alguidares de Cima

Anonymous said...

Estou de acordo com a Margarida. Estão todos a fazer de conta, nomeadamente os jornalistas, que ao invés de irem ao terreno acompanhar os comícios dos vários concorrentes de 30/6, verificar e confrontar factos, 'deliram', inventando cenários pouco prováveis de virem a acontecer no futuro (muito) próximo (praticamente daqui a uma semana).
Até agora, ainda não sei qual o trabalho dos correspondentes da Lusa e da RTP: nada produzem, e quando produzem é apenas para entretenimento, simples 'faits divers', nunca tocam no cerne da questão para a qual foram enviados para Timor: cobrir estas eleições legislativas e respectivas campanhas partidárias!