Tuesday, 12 June 2007

Telecom perde cabos mas acabou por encontrar um... esqueleto


O roubo de cabos telefónicos deixou hoje a vila de Liquiçá sem serviço fixo, no mesmo dia em que um roubo semelhante aconteceu na marginal de Díli e uma equipa da Timor Telecom encontrou um esqueleto numa vala.

Segundo fonte oficial da empresa, Liquiçá, a oeste de Díli, "está sem telefones desde a madrugada de hoje e o serviço só poderá ser restabelecido quando houver condições de segurança", adiantou a mesma fonte.

Quase um quilómetro de cabo telefónico foi roubado durante a noite em Liquiçá.

Em Díli, o mesmo tipo de roubo aconteceu, pela segunda vez em menos de uma semana, na Avenida de Portugal, a artéria nobre da capital, de onde foram levados 650 metros de cabo telefónico duplo.

A reposição deste troço de cabos aéreos custará cerca de dez mil dólares, segundo cálculos da empresa.

Os serviços técnicos da Timor Telecom foram também surpreendidos hoje pela descoberta de um esqueleto.

A descoberta aconteceu ao final do dia (final da manhã em Lisboa), quando uma equipa escavava uma vala para colocar um cabo entre os bairros de Vila Verde e Caicoli, no centro da cidade.

A polícia tomou conta destas várias ocorrências.

A maior parte dos cabos na Avenida de Portugal tinha sido colocada há poucos dias, após um roubo anterior de centenas de metros de fio telefónico no mesmo troço, há uma semana.

"O mais incrível é o roubo acontecer numa artéria principal, onde se situam várias embaixadas e residências oficiais", comentou a mesma fonte da Timor Telecom.

"Desde Julho de 2006, roubaram-nos vinte quilómetros de cabos", acrescentou o mesmo responsável.

Uma das áreas afectadas é a saída leste de Díli, na marginal, que conduz ao Cristo-Rei, numa área isolada onde se situa a residência do Presidente timorense, José Ramos-Horta.

O objectivo deste tipo de roubos é a venda do cobre, que é separado dos outros fios queimando o cabo.

"O cobre é depois exportado, em novelo ou, como já aconteceu, derretido para formar lingotes", explicou fonte da polícia das Nações Unidas.

Um técnico da TT considerou "surpreendente que consigam roubar cabos tão pesados, que levam horas a cortar e exigem várias pessoas e um camião de transporte, sem que ninguém seja apanhado".

3 comments:

Anonymous said...

E quem é quem que vai comprar os cabos ou já já os tinha encomendado?
Isto não ter sido organizada uma polícia em condições, logo no príncipio, foi o que deu!
Carregar os cabos (porque são pesados) não é problema por aí além...Há camionetas que têm gruas que os carregam (depois de os arrastarem da vala), em cima da caixa.
Deve have por aí uma fundição escondida que já fundiu o cobre ou alumínio que depois os ladrões vendem a um sucateiro...
José de Alguidares de Cima

altohama said...

... E que tal dizerem a fonte onde este texto foi publicado?

st said...

meus caros

só para entenderem como estas coisas acontecem sem, conforme referido, ninguém ver.....

por terras lusas, numa zona próxima do porto, em terras de penafiel propriamente dito, aconteceram ainda não há muitos meses roubos de cabos que deixaram milhares de pessoas sem telefone por uns quantos dias....

atenção... disse roubos.. porque foi por mais de uma vez e na mesma zona e a polícia de cá também não viu nada!!!....

é para verem que na europa (embora periférica e pobre, neste cantinho à beira-mar plantado...) também acontecem destas coisas.....

cumprimentos
st