Friday, 1 June 2007

Timor-Leste/Eleições: "Vamos impor disciplina" - Xanana Gusmão


Por Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa

Díli, 01 Jun (Lusa) - Xanana Gusmão pretende "impor disciplina" ao Governo e ao Parlamento se o Congresso Nacional da Reconstrução de Timor-Leste vencer as legislativas de 30 de Junho, declarou à Lusa o ex-Presidente da República no terceiro dia da campanha eleitoral.

"Vai-se impor ali disciplina", referiu o presidente e cabeça-de-lista do CNRT para as legislativas, entrevistado pela Lusa em Baucau, segunda cidade do país, depois de um comício do CNRT na Missão Católica - o primeiro autorizado naquele recinto.

"Nós estamos a construir o Estado", afirmou. "Temos que, em primeiro lugar, construir as nossas mentalidades também. Muitas vezes os deputados faltam porque têm uma hora a dar numa universidade e outra noutra".

"Discutem mais corriqueirices e gritam mais sobre mazelas do que sobre coisas do interesse nacional", acusou Xanana Gusmão, referindo que o Parlamento na primeira legislatura serviu para "cerrar punhos e dar saudações".

"Por muitos anos, o Governo só olhou para o Governo. Não olha para os tribunais, para outros órgãos, nem para a Presidência. O Estado é o Governo porque o Governo nem é um partido. É o partido", sublinhou Xanana Gusmão numa entrevista em que dirigiu fortes críticas ao partido maioritário FRETILIN.

"Eu saí da FRETILIN mas não reclamem que tudo foi feito pela FRETILIN. Eles não aceitam os crimes que nós cometemos. Só os direitos", comentou o ex-Presidente.

"Não estou a correr atrás do poder mas quero arrebatar o poder da mão de pessoas que não têm sensibilidade nenhuma perante o sofrimento do povo", respondeu Xanana Gusmão quando interrogado sobre se quer ser primeiro-ministro.

"A lei faz-se. Mas estando no Governo, executa-se e implementa-se o que se quer", acrescentou o líder do CNRT.

Sobre a hipótese de uma coligação com a FRETILIN para governar, o líder do CNRT respondeu que coloca "a questão noutros termos: tenho um conceito de unidade nacional que não é o ajuntamento de pessoas vindas de todos os partidos".

"O projecto do CNRT é reparar o mal que apareceu com a crise (de 2006), a falta de unidade nacional. A unidade quebrou-se. A estabilidade ficou como sabemos".

"Hoje, a cultura política é de intimidação, de violência, de minimização de outras forças", declarou o ex-Presidente enquanto, no exterior do edifício onde decorria a entrevista, militantes do CNRT e uma caravana da FRETILIN trocavam insultos diante de polícias de choque das Nações Unidas.

"O conceito de unidade que percebi durante a luta (de libertação nacional) é em torno de um objectivo", explicou o antigo comandante das FALINTIL.

"A Igreja uniu-se a nós e participou porque sabia que a luta tinha o objectivo de libertar a pátria. Os que estavam bem com o regime indonésio, os militares, os paramilitares, os administradores, quando fomos bater à sua consciência de que são filhos desta terra, mudaram e participaram", recordou Xanana Gusmão, exemplificando com "uma história".

"Havia na resistência clandestina pessoas que eram capturadas pelos indonésios", recordou. "Depois de umas grandes sovas, ficavam sem uns dentes e os nossos diziam assim: parte-nos o resto porque, se ficar assim, ainda há para outra vez. Faz-me o trabalho já de uma vez".

Para o ex-Presidente, este tipo de comportamento existia "porque havia um ideal. Agora, as pessoas são facilmente alienadas porque não temos nenhum ideal, não temos nada em comum, estamos numa confusão".

"O CNRT aparece para mudar a cultura política, que me faz lembrar o fanatismo político e radicalismo partidário que nós, a geração velha, implantou em 1975, de que resultou a guerra civil, de que resultou a falta de aceitação ao diálogo. Hoje em dia estamos a viver a mesma coisa", declarou Xanana Gusmão.

"Governar é servir e pensar que os 24 anos de sacrifícios deste povo não foram uma heroicidade do Xanana nem foram um milagre das FALINTIL, mas a participação do povo", comentou.

O CNRT, explicou, propõe "o programa de desenvolvimento nacional para motivar as pessoas a aceitar sacrifícios e a trabalhar".

O partido de Xanana Gusmão propõe, se vencer as eleições, "realizar uma reforma estrutural do Governo e da Administração no primeiro ano", uma "reforma do Parlamento", "corrigir leis que não servem, como a lei do investimento" e "as leis que visavam servir os interesses de um grupo".

"Nós aparecemos para dizer aos timorenses que, se querem continuar a viver como estão, sigam aqueles que nós conhecemos. Ou se querem ter uma percepção e participar na elaboração de uma avenida comum. As avenidas fazem-se centímetro a centímetro, não aparecem feitas como se fosse um tapete", afirmou ainda o ex-Presidente.

"O povo não sabe para onde vai. Anda a perguntar. Não sabe o que pode garantir que pode viver bem. O CNRT propõe uma sinergia de ouvir, receber e dar que pode motivar o povo para uma visão do futuro", explicou Xanana Gusmão, declarando: "O futuro está aí".

Questionado sobre o que pensa o CNRT das opções da FRETILIN a longo prazo, Xanana Gusmão respondeu que "o fundo petrolífero não é desenvolvimento.O fundo é um factor, aliciante às vezes, mas é um factor que pode alicerçar um programa de desenvolvimento".

O Governo da FRETILIN "diz que guardamos ali o dinheiro para a futura geração e a futura geração é analfabeta, é doente, morre. Para quando? Para os netos deles?", acusou o ex-Presidente.

"Muitas vezes pedi-lhes: qual é o vosso plano? [Responderam que] o plano está na visão. A visão não é plano!", concluiu Xanana Gusmão.

No comício de Baucau, o CNRT contou com vários nomes do Grupo Mudança da FRETILIN, como o coordenador Vítor da Costa e o ex-chefe da diplomacia timorense, José Luís Guterres.

8 comments:

Anonymous said...

Quem fala assim nao e' gago!

Diz o Xanana muito bem que as futuras geracoes nao vao ter uma vida melhor se nao for feito agora.

Para as futuras geracoes poderem viver uma vida melhor ha que desenvolver o pais AGORA com os recursos disponiveis. E" a mesma coisa que plantar uma arvore. Para se poder comer fruta ha que plantar a arvore muitos anos antes.

O desenvolvimento e melhoria de vida nao acontecem da noite para o dia e e' preciso comecar agora para depois se colher os frutos.

Esta e' a visao mais acertada para Timor.

Viva Xanana!
Viva CNRT!

José Martins said...

Sinceramente gostamos da imagem do Xanana Gusmão.
Fez trazer à nossa memória de quando era soldado da resistência. Esperamos que os erros do passado lhe tenham servido de lição.
Não duvidamos que vai ser o próximo Primeiro-Ministro de Timor-Leste.
Desde já lhe desejamos as maiores felicidades e a voz da disciplina que agora afirma entre em bons ouvidos.
José Martins

Anonymous said...

A dança das cadeiras! Zeca Ramos da Horta para a presidência e Xanana Gusmão para Pimeiro Ministro! Mas "cagande" jogo! E pó Mari Alkatiri não vai haver um lugarxito qualquer?
Tonico Carrajola

Anonymous said...

Acho que o Mari Alkatiri devia ficar na bancada por pelo menos 5 anos. E' como no jogo de futebol.

Nao teve um bom desempenho no ultigo jogo (5 anos de governacao) e agora fica como suplente para deixar os outros jogadores mostrarem o que podem fazer.

Anonymous said...

Atreve-se o XG a dizer que quer “arrebatar o poder a pessoas que não têm sensibilidade nenhuma”.
Pegando então no discurso do então primeiro-ministro, Mari Alkatiri, na REUNIÃO DE TIMOR-LESTE COM OS PARCEIROS DE DESENVOLVIMENTO em 4 de Abril de 2006, xcomeçou ele por dizer: “De novo, aqui estamos todos reunidos para falarmos do futuro da mais jovem nação do mundo. Passado um ano sobre o último encontro de Timor-Leste com os parceiros de desenvolvimento, o país cujo Governo me orgulho de chefiar fez progressos assinaláveis no caminho do desenvolvimento. Foram dados passos dentro de um quadro global, integrado e estruturante, passos decisivos para tentarmos deixar de ser o país mais pobre de toda a Ásia. E foram avanços orientados numa só direcção - contribuir para a melhoria de vida dos cidadãos timorenses.
Permitam-me que gentilmente vos mace com alguns números. A percentagem de jovens que frequentam a escola primária é agora de 86,2 por cento. Dos 246 mil estudantes do ensino não superior público, 19 mil (serão 75 mil em breve) recebem desde este ano lectivo uma refeição quente todos os dias, como resultado de um programa-piloto assistido pelo Programa Alimentar Mundial. O número de escolas primárias cresceu de 835, no ano fiscal de 2003/04, para 862, em 2004/05; as pré-secundárias de 120 para 129, e as secundárias de 55 para 76. O número total de professores é agora de 7792 (eram 6667 no ano fiscal anterior).
Ao nível da saúde, temos conseguido melhorar fortemente os cuidados prestados à população, facto que começa a ser notório nos indicadores mais recentes: a taxa de mortalidade à nascença foi reduzida de 88 por cada mil (em 2002) para 60 em cada mil nascimentos; e a mortalidade infantil (crianças até cinco anos de idade) decresceu exponencialmente de 125 em cada mil, em 2002, para 83, no ano passado. Neste momento, temos, em média, um médico para cada 3400 pessoas; e uma cama hospitalar por cerca de cada 2400 cidadãos. Para a melhoria destes valores em muito contribuiu a cooperação cubana, que nos fez chegar já 250 médicos (de um número acordado de mais de 300) que se encontram a trabalhar nos 13 distritos do país e que constituem parte substancial do corpo docente da recém-criada Faculdade de Medicina da Universidade Nacional.
A percentagem da população que tem acesso a água canalizada cresceu de 32,5 por cento, em 2003/04, para 37,1 por cento, no ano seguinte (em 2002 apenas 17 por cento tinha acesso a água potável!). Trinta vírgula cinco por cento das pessoas usufruem já de saneamento básico.
Em termos gerais, o crescimento económico do país foi de 2,3 por cento, em 2005, contra 0,4 por cento, em 2004. (Referimo-nos aqui, simplesmente à economia não petrolífera). Para este valor muito contribuiu a melhoria do desempenho do sector agrícola de Timor-Leste. Depois da seca pronunciada de 2002/03, o último ano fiscal revelou que a agricultura cresceu de forma considerável: o peso do sector agrícola e das pescas no PIB subiu de 81,5 milhões de dólares norte-americanos (USD), em 2000, para 105,2 milhões de USD, em 2005 - sendo que destes 7,6 milhões de USD são o saldo da exportação de café.
O salto ostentado pela produção de alimentos contribuiu para melhorar as condições de vida dos timorenses mas também para ajudar os indicadores da economia. A inflação doméstica manteve-se baixa, e as importações, devido ao aumento da produção agrícola, foram menores. Atente-se só nestes números mais: em 2005 produzimos cerca de 40 mil toneladas de arroz e 100 mil toneladas de milho - um aumento de 19 e de 22 por cento, respectivamente, em relação ao ano fiscal anterior.
É este o cenário da economia timorense. São estes os factos. Mas a realidade é que podemos sempre fazer a leitura ao contrário, coisa que alguns, com responsabilidades, gostam sempre de nos lembrar para prolongarem um "status quo" por vezes não desejado: temos ainda um indicador de mortalidade infantil muito elevado, de 83 por cada mil crianças; cerca de dois terços da população não tem acesso a água potável; estimativas informais indicam que cerca de 41 por cento da população viverá abaixo da linha da pobreza.
Em suma, os progressos são indiscutivelmente assinaláveis mas ninguém de boa fé poderia esperar milagres e ajuizar honestamente que nos poderíamos encontrar melhor. Logo a seguir à Restauração da Independência, Timor-Leste "sofreu" com a "debandada", natural, de alguns milhares de estrangeiros que nos vieram ajudar a garantir a institucionalização do novo Estado. Esses expatriados, que com a sua inestimável experiência contribuíram para erguer as estruturas que constituem os pilares da soberania timorense, auxiliaram e muito a economia. E fizeram-no um pouco por todo o país - basta lembrar a presença dos contingentes militares espalhados pelos vários distritos, que, através da frequência do restaurante local ou da compra aos miúdos na rua de DVD's, contribuíam de uma forma decisiva para a artificialidade da nossa economia.
Coube, pois, ao Governo que chefio fazer erguer a economia do país de um nível bem abaixo do zero. Reparem bem, não digo, fazer "renascer" ou "ressuscitar" a economia de Timor-Leste, e não o digo por convicção e formação; não o digo porque na gestão de um Estado os milagres não acontecem, tudo se alcança através da indução. E de uma forma lenta. Seguramente mais lenta do que aquilo que imaginaram os que de entre nós julgaram que a soma da Independência à Democracia teria como resultado imediato o Desenvolvimento. Não teve. E nunca poderia ter tido. Como as senhoras e os senhores bem sabem, em Timor-Leste primeiro foi preciso erguer o Estado, profundamente desarticulado pelos acontecimentos de 1999 - da Administração anterior a 1999 herdámos cinzas. Da UNTAET, uma amálgama de serviços. Mas, justiça seja feita, herdámos a paz e o sentido de respeito pela lei. Foi preciso pois lançar as bases da Administração Pública. Da Administração da UNTAET, erguida de uma forma fragmentada, sem uma visão integrada e sistémica, com 90 por cento da sua direcção dependente de expatriados, lançámos, com o apoio da própria ONU e da comunidade internacional, em geral, os alicerces de uma Administração moderna garantida cada vez mais por timorenses.
Não se julgue que foi pouco. Em três anos atingimos o que muitos outros Estados demoraram décadas a alcançar, e, por vezes, apenas de forma tímida: temos a estrutura do Estado a funcionar e a consciência do respeito pela lei está disseminada. Em duas palavras: temos Estado! E temos Governo que se assume como escola de governação. Um Estado que já fez aprovar muitas das leis essenciais para a existência saudável da vida de todos em sociedade; um Estado que dá garantias aos cidadãos para reclamarem contra eventuais arbitrariedades cometidas pelos vários poderes; um Estado que se renova na sua legitimidade através de eleições democráticas e na capacidade de fazer participar as populações nas decisões fundamentais; um Estado que procura garantir a universalidade do acesso à saúde e à educação e está apostado em generalizar a distribuição de luz eléctrica e de água canalizada; um Estado que procura proteger os seus mais desfavorecidos e honrar os que fizeram a luta da libertação nacional; um Estado que quer acautelar o futuro das gerações vindouras, permitindo que os nossos filhos e os nossos netos tenham também a possibilidade de usufruir de uma vida estável, promovendo uma política de poupança no que diz respeito aos recursos oriundos da exploração do petróleo e do gás natural timorenses. Apresentado muitas vezes como a "coqueluche" deste Governo, devido aos vários elogios internacionais que tem recebido, o Fundo Petrolífero de Timor-Leste, que começou a entrar em funcionamento a 1 de Julho, já soma mais de 510 milhões de USD (dados de 31 de Março), e permitirá, sem se prejudicar o seu contínuo aumento de receitas, que possamos vir a aprovar este ano um Orçamento do Estado com um valor total superior a 230 milhões de USD. Sim, de facto orgulho-me de ter estado na base do sucesso das difíceis negociações sobre os recursos do Mar de Timor e de ter realizado o sonho pessoal que foi a criação do Fundo Petrolífero. Estou convencido que graças a este resultado Timor-Leste poderá atingir mais facilmente o objectivo de melhorar o nível de vida dos seus nacionais. E isto tudo num país de características únicas que ostenta imaculada a sua folha de averbamento de dívidas ao estrangeiro…
Depois de vos ter maçado com alguns dos números do desenvolvimento económico e humano de Timor-Leste, permitam-me que vos lembre que quando se fala em pobreza é sempre preciso ter em conta duas dimensões: a dos parâmetros de desenvolvimento social e humano, traduzidos na percentagem de pessoas que têm acesso à escola, a cuidados de saúde, que têm água canalizada em casa e saneamento, energia eléctrica, comunicações e transportes; e a dimensão do rendimento - se vivem com menos de 55 cêntimos por dia encontram-se abaixo da linha de pobreza. Ora, mesmo que o Estado faça um esforço extraordinário no sentido de proporcionar o acesso generalizado àqueles bens e serviços, se a população for aumentando ainda de uma forma mais exponencial do que os resultados alcançados com a melhoria do serviços públicos e com um aumento marginal do rendimento total, será francamente difícil dizer-se que em média os cidadãos desse país estarão menos pobres.
Concretizemos: se continuarmos a ostentar uma taxa de crescimento da população de três por cento ao ano e uma taxa de fertilidade de sete filhos por mulher e não conseguirmos induzir catalizadores para um crescimento económico a mais de sete por cento ao ano, trampolins para o aumento de rendimento "per capita" e a elevação da qualidade de vida nas zonas rurais, os esforços para colocarmos o país na senda do progresso serão em vão. Não tenhamos dúvidas, para se trazer o desenvolvimento para Timor-Leste é preciso também trabalhar neste sentido - um sentido em que manifestamente o Estado não pode estar só. É por isso que, para a próxima luta que o meu Governo se propõe travar, pretendemos apelar a todas as forças vivas do país: o combate à pobreza tem de ser entendido por todos como uma causa nacional - o primeiro passo para garantir a protecção dos direitos humanos; só assim poderemos aspirar a ter bons resultados. Vamos mobilizar e organizar a sociedade para vencer a pobreza! (,,,)
PS: o resto do discurso já o postei antes. Realço os “avanços orientados numa só direcção - contribuir para a melhoria de vida dos cidadãos timorenses”. Penso que de facto é isto que XG não tolera, que o governo da Fretilin tenha trabalhado tão duramente para a melhoria da vida dos cidadãos timorenses, e para o combate à pobreza.

Anonymous said...

Este banana nem em casa sabe impor disciplina ia lá agora saber impor disciplina no país! Comece mas é a dar o exemplo e imponha-se à mulher pois não se admite que ela até tenha posto os filhos na escola inglesa e esse banana teha autorizado.

Anonymous said...

Além de insultar a juventude “é analfabeta, é doente, morre”, insulta toda a gente quando diz que não aceitam sacrifícios nem trabalham e por isso precisam dele para “motivar as pessoas a aceitar sacrifícios e a trabalhar"
Até insulta os futuros aliados pois que põe todos no mesmo saco “a primeira legislatura serviu para cerrar punhos e dar saudações"
Tudo espremido o que promete? No primeiro ano “uma reforma estrutural do Governo e da Administração", uma "reforma do Parlamento", "corrigir leis que não servem”, mas não diz que tipo de reforma nem se alarga nas leis que quer corrigir, - com excepção da do investimento -, para servir os interesses de um pequeníssimo grupo.
Afinal o que propõe? – dar “uma percepção e participar na elaboração de uma avenida comum”, “uma sinergia de ouvir, receber e dar”!
Alguém por aqui é capaz de me explicar o que é “uma percepção” e a tal “sinergia de ouvir, receber e dar”? ´
O homem está xexé, não diz coisa com coisa, É mesmo melhor que vá plantar abóboras!

Margarida said...

"O projecto do CNRT é reparar o mal que apareceu com a crise (de 2006), a falta de unidade nacional. A unidade quebrou-se. A estabilidade ficou como sabemos".
Afinal é o próprio XG que diz que o “mal” apareceu com a crise que fez quebrar a unidade e a estabilidade.
Quer dizer que é o próprio XG que reconhece que nos quatro anos de governação de Mari Alkatiri havia unidade e estabilidade. Obviamente porque havia segurança e disciplina e porque as instituições funcionavam. De quase do zero a Fretilin tinha em quatro escassíssimos anos conseguido pôr Parlamento, Governo, Tribunais, escolas, hospitais, etc., a funcionar e criar uma Administração central e local.
E é o mesmíssimo XG quem reconhece que a crise foi o pretexto para o aparecimento do CNRT. Já o sabíamos, já o tinha dito muitas vezes mas é bom que seja o próprio causador da crise a confessar que a provocou para ter pretexto para criar o CNRT, mesmo com o risco de desencadear uma nova guerra civil.