Tuesday, 15 January 2008

Suharto e a “Nova Ordem”


A invasão de Timor-Leste deu-se durante o domínio de Suharto. A Indonésia proclamou a anexação da então colónia portuguesa, a 17 de Junho de 1976. Foi também a contestação internacional à política de destruição e genocídio no território que ajudou a derrubar o ex-ditador.

Mohamed Suharto nasceu a 8 de Junho de 1921, em Kemusuk, na ilha de Java. Assumiu oficialmente a presidência da Indonésia em 1968 e manteve-se no poder durante três décadas. Inicialmente, conseguiu trazer ao arquipélago estabilidade política e crescimento económico, mas o regime autoritário acabou por contribuir também para um aumento da corrupção e, mais tarde, ao declínio financeiro.

Antes de ocupar o lugar de Presidente, foi líder do Governo durante dois anos. O escrutínio da Assembleia Consultiva Popular acabou por conduzi-lo à chefia de Estado e foi então que Suharto introduziu a “Nova Ordem”, política que pretendia revigorar a economia indonésia e que assentava na colaboração de economistas formados nos Estados Unidos. Nos Negócios Estrangeiros, desenvolve uma política anti-comunista e pró-ocidental.

À crise monetária em que a Indonésia mergulhou em 1997, respondeu com intransigência e resistiu aos apelos de reformas estruturais. A economia entra em recessão, o que viria também a ser um forte contributo para a queda de Suharto no ano seguinte. Em 1998, as manifestações anti-governamentais sucedem-se em Jacarta e noutras cidades do arquipélago. Muitos desses protestos transformam-se em motins. Suharto perde o apoio militar e a 21 de Maio acaba por resignar.

A contestação que derrubou Suharto trouxe também para a opinião pública escândalos de corrupção que envolviam o ex-ditador e a família, cuja fortuna chegou a ser avaliada em 15 mil milhões de dólares.

O Golkar, partido que Suharto fundou e que funcionou como a sua base de poder durante 30 anos, continua, no entanto, a ser a principal força política indonésia.

Antes da carreira política, Suharto teve um percurso militar com início na Segunda Guerra Mundial, no qual participou activamente da luta pela independência indonésia e que culminou, em 1960, quando atingiu a patente de major-general.

1 comment:

Clavis said...

Caro Rodrigues Sarmento:

Gostaria de o desafiar a aderir a um movimento que estamos a organizar em vários países lusófonos e que já congrega elementos de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e até Timor e que pretende dar eco às ideias do professor luso-brasileiro Agostinho da Silva, nomeadamente através de um aprofundamento das competências e proximidades decorrentes da CPLP:

"CAROS MEMBROS E AMIGOS DA NOVA ÁGUIA

Como sabem, no âmbito do blogue da Revista NOVA ÁGUIA (novaaguia.blogspot.com), gerou-se um novo movimento cultural e cívico, que nomeámos, após uma votação on-line, como o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO.
Em anexo, enviamos a "Declaração de Princípios e Objectivos" desse Movimento, um documento aberto a todas as críticas e sugestões.
Pretendemos com este novo movimento agregar todas as pessoas e instituições que se batem, das mais variadas formas, pela causa da Lusofonia.
Se esse é o seu caso, esperamos que adira a este movimento (poderá fazê-lo através de um simples mail para novaaguia@gmail.com).
Esperamos ainda que difunda o mais possível esta mensagem através da sua rede de contactos.

Muito Cordialmente
Direcção da NOVA ÁGUIA
Comissão Coordenadora do MIL""

Convido-o assim a integrar este movimento, esperando a sua resposta que pode fazer para novaaguia@gmail.com (onde encontra mais detalhes sobre o movimento).

Obrigado pela atenção,
Rui Martins
MIL - Movimento Internacion Lusófono