Bangkok, Thailand – Persistent drought and plagues of locusts ravaged Timor-Leste’s harvest in 2007, cutting production of major crops by as much as 30 per cent and leaving one-fifth of the population in need of food assistance, says a report issued today by the United Nations Food and Agriculture Organization (FAO) and the UN World Food Programme (WFP).
To avert a major food crisis, between 210 000 and 220 000 vulnerable people living in outlying areas across the island nation will require more than 15 000 tonnes of emergency food assistance, particularly during the six months of the coming ‘lean season’, from October 2007 to March 2008
“A poor harvest this year has worsened the already fragile livelihoods of people all over Timor but especially among the poorest people living in rural and more remote districts,” said Anthony Banbury, WFP’s Regional Director for Asia. “And for many of those displaced by the conflict during last year’s crisis, who continue to live outside of their communities, a restricted domestic food supply means they will continue to rely on food assistance.”
The new report, based on a joint assessment mission carried out by the two UN agencies in March and April, suggests substantial reductions in all of the country’s crops due in large part to recurring drought, especially on the north coast, and an outbreak of locust infestations in the western regions.
Production of maize, Timor’s most important crop, declined by 30 per cent to 70 000 tonnes. Output of cereals, cassava and other tubers dropped by 25-30 per cent while rice production decreased by 20 per cent.
“Producers are in urgent need of maize and rice seeds, fertilizer and other agricultural inputs to prepare for the next cropping season,” said Henri Josserand, Chief of FAO’s Global Information and Early Warning System. “We need to continue to closely monitor the drought situation and any further locust infestations to help provide Timorese farmers with the best information and assistance.”
The cereal deficit in 2007/08 (April/March) is estimated at 86 000 tonnes. With commercial imports anticipated at 71 000 tonnes, including an expected government purchase of 16 000 tonnes for a national strategic food reserve, there remains a cereal deficit of 15 000 tonnes that will need to be bridged through international food assistance.
The FAO/WFP report also noted that the severe food crisis earlier this year, with commodity price hikes and the virtual disappearance of rice from the market, highlighted the need to improve food security policies, strategies and implementation mechanisms.
In addition to those affected by crop failure, Timor also has nearly 100 000 internally displaced people living in Dili or with relatives in the districts as a result of the political crisis that began in 2006. The IDP households have been supported with food assistance since May 2006.
In view of the needs in Timor, UN agencies will be seeking funding for critical agricultural inputs and food assistance.
Página web: www.fao.org/giews/english/alert/index.htm
Sunday, 25 May 2008
«Chumbado» para Conselho dos Direitos Humanos da ONU
A Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) elegeu hoje em Nova Iorque 15 países com assento no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, "chumbando" a candidatura de Timor-Leste, pelo Bloco Asiático.
No mesmo bloco, e também por pressão de organizações não governamentais (ONG) de defesa dos direitos do homem, o Sri Lanka foi considerado "não apto".
Já pelo Bloco da Europa Ocidental, a Espanha foi a grande perdedora, tal como a Sérvia, pelo Bloco da Europa de Leste.
A França e o Reino Unido, os outros dois candidatos pelo Bloco da Europa Ocidental, obtiveram respectivamente 123 e 120 votos, contra apenas 119 para Espanha.
No Bloco da Europa de Leste, com dois lugares para três candidatos, ganharam a Eslováquia e a Ucrânia, e perdeu a Sérvia.
No Bloco Asiático, com quatro lugares para seis candidatos, entraram o Japão, Coreia do Sul, Paquistão e Bahrein, ficando de fora o Sri Lanka e Timor-Leste.
Pelo Bloco Africano, em que os lugares disponíveis correspondiam ao número dos aspirantes, foram admitidos a Zâmbia, Gana e Burkina Faso.
Finalmente, no Bloco da América Latina, igualmente com uma equivalência entre lugares e candidatos, receberam "luz verde" o Brasil, Argentina e Chile.
Na Assembleia-Geral da ONU, com 192 membros, houve um total de 182 votos expressos para os 19 candidatos à dezena e meia de assentos no Conselho dos Direitos Humanos, cuja escolha, para um mandato de três anos, requereu uma maioria absoluta de 97 votos.
No mesmo bloco, e também por pressão de organizações não governamentais (ONG) de defesa dos direitos do homem, o Sri Lanka foi considerado "não apto".
Já pelo Bloco da Europa Ocidental, a Espanha foi a grande perdedora, tal como a Sérvia, pelo Bloco da Europa de Leste.
A França e o Reino Unido, os outros dois candidatos pelo Bloco da Europa Ocidental, obtiveram respectivamente 123 e 120 votos, contra apenas 119 para Espanha.
No Bloco da Europa de Leste, com dois lugares para três candidatos, ganharam a Eslováquia e a Ucrânia, e perdeu a Sérvia.
No Bloco Asiático, com quatro lugares para seis candidatos, entraram o Japão, Coreia do Sul, Paquistão e Bahrein, ficando de fora o Sri Lanka e Timor-Leste.
Pelo Bloco Africano, em que os lugares disponíveis correspondiam ao número dos aspirantes, foram admitidos a Zâmbia, Gana e Burkina Faso.
Finalmente, no Bloco da América Latina, igualmente com uma equivalência entre lugares e candidatos, receberam "luz verde" o Brasil, Argentina e Chile.
Na Assembleia-Geral da ONU, com 192 membros, houve um total de 182 votos expressos para os 19 candidatos à dezena e meia de assentos no Conselho dos Direitos Humanos, cuja escolha, para um mandato de três anos, requereu uma maioria absoluta de 97 votos.
Governo distingue quinze figuras proeminentes da luta de libertação
O Governo de Timor-Leste distinguiu hoje 15 "figuras proeminentes" da luta de libertação nacional, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, Xanana Gusmão, em Díli.
O anúncio-surpresa da concessão de uma pensão superior foi feito pelo primeiro-ministro na cerimónia que assinalou no arranque do processo de pagamento das pensões pelo Estado aos combatentes e mártires da luta contra a ocupação indonésia.
O Governo fixou em 750 dólares norte-americanos (cerca de 480 euros), com efeitos retroactivos a 01 de Janeiro de 2008, o valor da pensão a quinze das figuras mais importantes da resistência timorense, ou aos seus herdeiros.
A lista é encabeçada por Francisco Xavier do Amaral, fundador da Associação Social Democrática Timorense (ASDT) e da Fretilin e efémero chefe de Estado antes da invasão indonésia, em Dezembro de 1975.
Francisco Xavier do Amaral receberá a pensão como "Proclamador da República e Primeiro Presidente da República".
Os nomes seguintes da lista lida hoje por Xanana Gusmão são dois dos heróis tombados da luta timorense: Nicolau Lobato, primeiro primeiro-ministro e segundo Presidente da República, e Domingos Ribeiro, chefe do Estado-Maior das Falintil.
Outros heróis da luta distinguidos na lista dos mais importantes pelo Governo são David Alex ("Dai Tula"), subchefe do Estado-Maior das Falintil, e Antonino Dias Santana (Nino "Konis" Santana), secretário da Região Fronteira e chefe do Conselho da Comissão Executiva da Luta, da Frente Armada/Frente Clandestina.
Outras quatro figuras já falecidas recordadas hoje pelo primeiro-ministro são Sebastião Maria Doutel Sarmento ("Kakoak"), primeiro comandante da Brigada de Choque Nacional, José da Costa ("Mau Hudo"), comissário político e vice-secretário do CDF, António Duarte Carvarino ("Mau Lear"), ministro da Justiça e segundo primeiro-ministro, e Vicente dos Reis ("Sahe"), ministro do Trabalho e Previdência Social e comissário político nacional.
A pensão superior distingue também José António da Costa Gomes ("Ma'Huno"), subchefe do Estado-Maior das Falintil, António Maria de Vasconcelos, nome original de Taur Matan Ruak, vice-comandante-em-chefe e depois chefe do Estado-Maior das Falintil, actual comandante das Forças Armadas timorenses, Tito da Costa, ou Lere Anan Timur, subchefe do Estado-Maior das Falintil, e Francisco Guterres "Lu Olo", secretário do Conselho Directivo da Fretilin e secretário da Frente Política Interna.
O processo de pagamento das pensões iniciou-se com a entrega formal aos administradores distritais dos editais com os nomes dos potenciais beneficiários.
O número de pensões a atribuir é de 12.538, dos quais 631 destinadas a combatentes vivos e 11.907 a combatentes tombados durante a resistência à ocupação indonésia (entre 1975 e 1999).
O valor mensal das pensões varia entre 85 e 550 dólares norte-americanos (54 e 354 euros), em função do tempo de militância e cargo ocupados na luta de libertação nacional.
O anúncio-surpresa da concessão de uma pensão superior foi feito pelo primeiro-ministro na cerimónia que assinalou no arranque do processo de pagamento das pensões pelo Estado aos combatentes e mártires da luta contra a ocupação indonésia.
O Governo fixou em 750 dólares norte-americanos (cerca de 480 euros), com efeitos retroactivos a 01 de Janeiro de 2008, o valor da pensão a quinze das figuras mais importantes da resistência timorense, ou aos seus herdeiros.
A lista é encabeçada por Francisco Xavier do Amaral, fundador da Associação Social Democrática Timorense (ASDT) e da Fretilin e efémero chefe de Estado antes da invasão indonésia, em Dezembro de 1975.
Francisco Xavier do Amaral receberá a pensão como "Proclamador da República e Primeiro Presidente da República".
Os nomes seguintes da lista lida hoje por Xanana Gusmão são dois dos heróis tombados da luta timorense: Nicolau Lobato, primeiro primeiro-ministro e segundo Presidente da República, e Domingos Ribeiro, chefe do Estado-Maior das Falintil.
Outros heróis da luta distinguidos na lista dos mais importantes pelo Governo são David Alex ("Dai Tula"), subchefe do Estado-Maior das Falintil, e Antonino Dias Santana (Nino "Konis" Santana), secretário da Região Fronteira e chefe do Conselho da Comissão Executiva da Luta, da Frente Armada/Frente Clandestina.
Outras quatro figuras já falecidas recordadas hoje pelo primeiro-ministro são Sebastião Maria Doutel Sarmento ("Kakoak"), primeiro comandante da Brigada de Choque Nacional, José da Costa ("Mau Hudo"), comissário político e vice-secretário do CDF, António Duarte Carvarino ("Mau Lear"), ministro da Justiça e segundo primeiro-ministro, e Vicente dos Reis ("Sahe"), ministro do Trabalho e Previdência Social e comissário político nacional.
A pensão superior distingue também José António da Costa Gomes ("Ma'Huno"), subchefe do Estado-Maior das Falintil, António Maria de Vasconcelos, nome original de Taur Matan Ruak, vice-comandante-em-chefe e depois chefe do Estado-Maior das Falintil, actual comandante das Forças Armadas timorenses, Tito da Costa, ou Lere Anan Timur, subchefe do Estado-Maior das Falintil, e Francisco Guterres "Lu Olo", secretário do Conselho Directivo da Fretilin e secretário da Frente Política Interna.
O processo de pagamento das pensões iniciou-se com a entrega formal aos administradores distritais dos editais com os nomes dos potenciais beneficiários.
O número de pensões a atribuir é de 12.538, dos quais 631 destinadas a combatentes vivos e 11.907 a combatentes tombados durante a resistência à ocupação indonésia (entre 1975 e 1999).
O valor mensal das pensões varia entre 85 e 550 dólares norte-americanos (54 e 354 euros), em função do tempo de militância e cargo ocupados na luta de libertação nacional.
País sai a ganhar da escalada de preços de matérias-primas graças ao petróleo
Timor-Leste é um "claro ganhador" da actual conjuntura de escalada do preço da generalidade das matérias-primas, graças às receitas petrolíferas, que mais do que compensam os aumentos de bens alimentares, afirma o Banco de Desenvolvimento Asiático.
A conclusão do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD), que esta semana esteve reunido em Madrid, consta do relatório "Lidar com Preços Altos - Um Relatório de Políticas", hoje divulgado, que indica ainda que "o recente aumento nos preços de bens alimentares nos mercados internacionais ainda não está a ser inteiramente sentido no Pacífico", mas que o "contágio" a partir do continente asiático deverá estar para breve.
Tal como a Papua Nova Guiné, Timor-Leste "é um claro ganhador em termos líquidos" da actual conjuntura, uma vez que "os elevados preços das exportações vão mais do que compensar o efeito dos elevados preços de produtos petrolíferos, trigo e arroz" consumidos no pequeno mercado interno, refere o banco no relatório.
"Os produtores petrolíferos da região, Papua e Timor-Leste, estão a retirar grandes benefícios dos preços elevados", afirma.
Em Timor-Leste, exemplifica o estudo, as receitas governamentais das exportações petrolíferas mais do que aumentaram no ano passado para cerca de três vezes o valor do Produto Interno Bruto (PIB).
Na situação inversa encontram-se, por exemplo, as Ilhas Salomão e Vanuatu.
Todos os países da região são importadores líquidos de bens alimentares de base e Timor-Leste pertence ainda à categoria dos que são considerados capazes de grandes aumentos na produção deste género de produtos.
Em relação aos países da região do Pacífico, o BAD considera que o facto de o já baptizado "tsunami" do preço dos bens alimentares ainda não se fazer sentir oferece "uma pequena janela de oportunidade para se prepararem".
"A prioridade é preparar medidas de resposta rápida para compreender melhor os desenvolvimentos e salvaguardar os [países] mais expostos", afirma.
Entre as medidas recomendadas estão a monitorização de preços alimentares, liberalização do controlo de preços, redução de taxas e impostos excessivos.
"s autoridades de Timor-Leste e Papua Nova Guiné é também recomendado que "encontrem maneiras de usar as suas mais elevadas receitas governamentais do petróleo e mineração para ajudar os mais carenciados".
A conclusão do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD), que esta semana esteve reunido em Madrid, consta do relatório "Lidar com Preços Altos - Um Relatório de Políticas", hoje divulgado, que indica ainda que "o recente aumento nos preços de bens alimentares nos mercados internacionais ainda não está a ser inteiramente sentido no Pacífico", mas que o "contágio" a partir do continente asiático deverá estar para breve.
Tal como a Papua Nova Guiné, Timor-Leste "é um claro ganhador em termos líquidos" da actual conjuntura, uma vez que "os elevados preços das exportações vão mais do que compensar o efeito dos elevados preços de produtos petrolíferos, trigo e arroz" consumidos no pequeno mercado interno, refere o banco no relatório.
"Os produtores petrolíferos da região, Papua e Timor-Leste, estão a retirar grandes benefícios dos preços elevados", afirma.
Em Timor-Leste, exemplifica o estudo, as receitas governamentais das exportações petrolíferas mais do que aumentaram no ano passado para cerca de três vezes o valor do Produto Interno Bruto (PIB).
Na situação inversa encontram-se, por exemplo, as Ilhas Salomão e Vanuatu.
Todos os países da região são importadores líquidos de bens alimentares de base e Timor-Leste pertence ainda à categoria dos que são considerados capazes de grandes aumentos na produção deste género de produtos.
Em relação aos países da região do Pacífico, o BAD considera que o facto de o já baptizado "tsunami" do preço dos bens alimentares ainda não se fazer sentir oferece "uma pequena janela de oportunidade para se prepararem".
"A prioridade é preparar medidas de resposta rápida para compreender melhor os desenvolvimentos e salvaguardar os [países] mais expostos", afirma.
Entre as medidas recomendadas estão a monitorização de preços alimentares, liberalização do controlo de preços, redução de taxas e impostos excessivos.
"s autoridades de Timor-Leste e Papua Nova Guiné é também recomendado que "encontrem maneiras de usar as suas mais elevadas receitas governamentais do petróleo e mineração para ajudar os mais carenciados".
Wednesday, 30 April 2008
«Justiça essencial para reconciliação», diz chefe da ONU

O chefe da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT), Atul Khare, afirmou hoje em Díli que "a justiça é essencial para a reconciliação" e que o grupo de Gastão Salsinha tem que explicar-se em tribunal.
"Todos têm que se submeter à justiça e depois ver-se-á o que se poderá fazer para promover a reconciliação", declarou Atul Khare à agência Lusa no final da cerimónia formal de rendição do ex-tenente Gastão Salsinha.
"Os ataques de 11 de Fevereiro ameaçaram Timor-Leste e eu partilho do sentimento de toda a comunidade em aplaudir a entrega pacífica de Gastão Salsinha e dos seus homens", afirmou Atul Khare num comunicado hoje distribuído pela UNMIT.
O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas acrescentou, no comunicado, que "o povo de Timor-Leste e os seus dirigentes merecem um elogio pela maneira tranquila como geriram os acontecimentos dos últimos meses".
Gastão Salsinha e um grupo de 12 fugitivos foram hoje transportados para Díli, sob fortes medidas de segurança, na sequência de um acordo de rendição obtido em Letefoho, distrito de Ermera (oeste) no dia 25 de Abril.
Antigo líder dos peticionários das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) desde Janeiro de 2006, Gastão Salsinha é acusado de ter participado no ataque contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, a 11 de Fevereiro, e de ser cúmplice do ataque à residência do Presidente José Ramos-Horta pelo grupo do major Alfredo Reinado.
José Ramos-Horta foi atingido a tiro por um dos elementos do grupo de Reinado, chamado Marcelo Caetano, que hoje também foi trazido para Díli.
Com a morte de Alfredo Reinado no ataque de 11 de Fevereiro, Gastão Salsinha passou a liderar o grupo de fugitivos procurados pela justiça e pela operação "Halibur" das F-FDTL e da Polícia Nacional de Timor-Leste.
Ramos-Horta perdoa a Salsinha «como cristão»
José Ramos-Horta disse hoje a Gastão Salsinha e ao homem que disparou sobre ele, Marcelo Caetano, que lhes perdoa "como cristão" mas que têm de enfrentar a justiça.
"Em relação até à pessoa que tentou assassinar-me, perdoo como cristão, como ser humano. Como chefe de Estado (disse-lhe que) ele tem que enfrentar a justiça", declarou José Ramos-Horta no Palácio do Governo.
O Presidente da República saía de um encontro em que se dirigiu ao ex-tenente Gastão Salsinha e ao restante grupo de 14 fugitivos que, às 12:30 (04:30 em Lisboa), chegaram ao Palácio do Governo sob fortes medidas de segurança.
"Não tenho ódio", acrescentou José Ramos-Horta.
No Palácio do Governo, o chefe de Estado dirigiu-se a Gastão Salsinha, acusado de liderar o ataque contra o primeiro-ministro, e ao grupo de homens que agora se renderam às autoridades.
Entre eles estava Marcelo Caetano, identificado por José Ramos-Horta como aquele que disparou sobre ele a 11 de Fevereiro.
Nem Salsinha nem Caetano responderam ao Presidente da República, que falou sentado e calmamente e explicou que, judicialmente, o grupo tem direito à presunção da inocência até se provar a sua responsabilidade pelos acontecimentos de 11 de Fevereiro.
"Eu disse apenas que a justiça tem que ser feita e têm que ser eles próprios a ir a tribunal e explicar o porquê da sua acção no 11 de Fevereiro, mas também quem lhes deu as armas, uniformes, dinheiro, meios de comunicação, telefones, ao longo desses meses todos", explicou o Presidente da República.
O grupo de Gastão Salsinha chegou a Díli numa coluna de dezena e meia de viaturas, envolvendo as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), unidades especiais da Polícia Nacional, o procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, e a sua segurança pessoal, a GNR e as Forças de Estabilização Internacional (ISF).
"Em relação até à pessoa que tentou assassinar-me, perdoo como cristão, como ser humano. Como chefe de Estado (disse-lhe que) ele tem que enfrentar a justiça", declarou José Ramos-Horta no Palácio do Governo.
O Presidente da República saía de um encontro em que se dirigiu ao ex-tenente Gastão Salsinha e ao restante grupo de 14 fugitivos que, às 12:30 (04:30 em Lisboa), chegaram ao Palácio do Governo sob fortes medidas de segurança.
"Não tenho ódio", acrescentou José Ramos-Horta.
No Palácio do Governo, o chefe de Estado dirigiu-se a Gastão Salsinha, acusado de liderar o ataque contra o primeiro-ministro, e ao grupo de homens que agora se renderam às autoridades.
Entre eles estava Marcelo Caetano, identificado por José Ramos-Horta como aquele que disparou sobre ele a 11 de Fevereiro.
Nem Salsinha nem Caetano responderam ao Presidente da República, que falou sentado e calmamente e explicou que, judicialmente, o grupo tem direito à presunção da inocência até se provar a sua responsabilidade pelos acontecimentos de 11 de Fevereiro.
"Eu disse apenas que a justiça tem que ser feita e têm que ser eles próprios a ir a tribunal e explicar o porquê da sua acção no 11 de Fevereiro, mas também quem lhes deu as armas, uniformes, dinheiro, meios de comunicação, telefones, ao longo desses meses todos", explicou o Presidente da República.
O grupo de Gastão Salsinha chegou a Díli numa coluna de dezena e meia de viaturas, envolvendo as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), unidades especiais da Polícia Nacional, o procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, e a sua segurança pessoal, a GNR e as Forças de Estabilização Internacional (ISF).
Filho de Ramos-Horta preocupado com «circo» da segurança

O filho do Presidente da República de Timor-Leste, Loro Horta, está preocupado com o que chama de "circo" da segurança pessoal do chefe de Estado.
"Todos continuam a levar as coisas na brincadeira e parece que nada foi aprendido mesmo depois de o meu pai levar três tiros", afirmou Loro Horta, entrevistado pela Lusa em Díli.
"A segurança do meu pai actualmente é uma manta de retalhos e tem que se resolver essa situação", declarou Loro Horta.
Ressalvando que os elementos de segurança na residência de José Ramos-Horta "estão a tentar fazer um trabalho sério", Loro Horta chama a atenção para a falta de coordenação entre diversas forças e a falta de preparação específica.
A residência de José Ramos-Horta, em Metiaut, na periferia leste de Díli, foi atacada em 11 de Fevereiro por um grupo liderado pelo major Alfredo Reinado, que viria a morrer no ataque.
José Ramos-Horta, que se encontrava no exterior fazendo a sua caminhada matinal, foi atingido por outro elemento do grupo de Alfredo Reinado, pouco depois, quando regressava a casa, tendo ficado gravemente ferido.
A segurança da residência de José Ramos-Horta era feita por elementos das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).
"Todos têm medo de dizer que as F-FDTL não têm competência para fazer a guarda presidencial ou que enfrentam divisões políticas", afirmou Loro Horta, um especialista em assuntos de defesa e segurança.
Loro Horta critica o arranjo actual da segurança do Presidente, feito por efectivos da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), Unidade de Reserva da Polícia (URP) e Corpo de Segurança Pessoal (CSP), da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), e por efectivos da Secção de Operações Especiais (SOE) do subagrupamento Bravo da GNR.
"É uma manta de retalhos de fardas e de unidades que não têm um comando único ou alguém que coordene todos os elementos envolvidos na segurança da casa e que possa dar ordens a todos", sublinhou Loro Horta na entrevista à Lusa.
"Falam de hierarquia e onde está a hierarquia? Em 2006, durante a crise, toda a segurança do meu pai fugiu, excepto um elemento que continua com ele. Mas são alguns dos que fugiram que, depois, foram aceites de volta", recordou Loro Horta.
O filho do chefe de Estado timorense alerta para o facto conhecido de existir rivalidade e concorrência entre as várias unidades da PNTL envolvidas na segurança presidencial.
"Outro problema é que, com a situação institucional da PNTL desde a crise de 2006, não há patentes superiores. Todos são agentes, subinspectores ou inspectores", explica Loro Horta.
"Nesta situação, não há um oficial que, na casa do Presidente, possa dar ordens e ser respeitado ao mesmo tempo pelos homens da URP, da UIR e do CSP. Se houver outra vez uma tragédia, não vai haver ninguém que possa ser responsabilizado", acrescentou.
Loro Horta sugere a criação de um novo corpo de segurança, a atribuição da missão de proteger o chefe de Estado a uma única unidade ou a contratação de uma guarda presidencial no estrangeiro.
"Não temos capacidade nas forças timorenses para garantir uma segurança efectiva mas quando sugiro a solução de uma guarda estrangeira acusam-me de ser neocolonialista", referiu Loro Horta.
Na entrevista à Lusa, Loro Horta denuncia as limitações "do que é politicamente correcto fazer em Timor-Leste" e aponta vários exemplos de países onde a guarda presidencial é entregue a unidades estrangeiras.
Loro Horta reside habitualmente em Singapura, onde é investigador na Escola de Estudos Internacionais de S. Rajaratnam, uma das instituições de referência em estudos estratégicos na região da Ásia-Pacífico.
Dos muitos exemplos possíveis, Loro Horta referiu que em Singapura, "um país que não pode ser acusado de descurar os seus interesses nacionais", a guarda presidencial é feita por gurkas nepaleses, desde a independência do país em 1975.
"Foi essa solução encontrada para ter uma guarda presidencial que fosse racialmente neutra num país com conflitos permanentes entre as comunidades chinesa e malaia", recordou Loro Horta.
"Talvez fosse a altura de pensar numa guarda presidencial que fosse politicamente neutra, fora das rivalidades do passado e dos interesses do presente em Timor", sublinhou.
Também o sultão do Brunei dispõe de um batalhão de segurança pessoal composto por cerca de 650 gurkas, desde os anos 1960, actualmente comandados por um oficial britânico.
O sultão de Omã "teve durante muito tempo uma guarda de antigos elementos de tropas especiais britânicas", referiu Loro Horta.
"Outro exemplo vem dos próprios australianos, que contrataram um britânico para comandar a polícia do Estado de Nova Gales do Sul (que tem Sydney por capital). A polícia estadual tinha problemas graves de corrupção e o governo não hesitou em ir buscar alguém de fora para limpar a casa", acrescentou Loro Horta.
Sobre a possibilidade de José Ramos-Horta sofrer um novo ataque, Loro Horta foi peremptório quanto à grelha de análise dos riscos em Timor-Leste.
"O problema é que nós não devemos agir segundo percepções. As coisas neste país são imprevisíveis, como se tem provado sempre. Em Timor-Leste, não é possível calcular o risco", analisou.
Loro Horta recordou que, mesmo entre velhos aliados, surgem agressões. Citou, a propósito, a agressão de que foi vítima, em 1978, em Moçambique, a sua mãe, Ana Pessoa, militante histórica da Fretilin e da resistência no exílio, e Mari Alkatiri, actual secretário-geral do partido e ex-primeiro-ministro, "por divergências internas sobre a linha a seguir no partido".
"A verdade é que não sabemos quando o próximo louco vai actuar. Temos uma soma de factores imprevisíveis, desde as drogas ao trauma", acrescentou Loro Horta.
Marcelo Caetano, o ex-militar que, integrado no grupo de Alfredo Reinado, disparou sobre José Ramos-Horta, é apontado por Loro Horta como exemplo da imprevisibilidade: "um soldado indisciplinado que o meu pai tentou ajudar em 2006".
O problema mais geral é o de todo o sector de segurança de Timor-Leste, diz Loro Horta.
"Não vale a pena fazer a reforma que estão a propor. Não estão a enfrentar os problemas reais, apenas estão a avançar com cosmética. Temos que contrariar a lógica das milícias e tem que haver um entendimento entre os 'senhores da guerra' que dominam as forças de segurança", afirmou.
Para o filho de José Ramos-Horta, o problema da guarda presidencial é "o problema fundamental de Timor-Leste: falta de unidade política".
Sunday, 23 March 2008
Brasil e Timor Leste prorrogam acordo para capacitação de professores

Brasília - Brasil e Timor Leste prorrogaram até 2010 o programa em que 50 professores brasileiros ajudam na formação de docentes timorenses.
A decisão foi anunciada hoje (30), na ocasião da visita do presidente timorense, José Ramos Horta, ao Brasil.
O Timor Leste é o único país da Ásia e da Oceania que tem o português como língua oficial.
"Nossas iniciativas têm impacto direto sobre a qualidade de vida do povo timorense. A idéia é fornecer instrumentos para que homens e mulheres possam moldar seus próprios destinos", disse Lula, antes de oferecer almoço ao colega do timorense, no Palácio do Itamaraty.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), o acordo foi firmado em 2004 para que o Brasil ajudasse na disseminação da língua portuguesa no país.
Durante o período em que o Timor Leste ficou sob o domínio da Indonésia (1975-1999) era proibido o uso da língua no país.
Ainda segundo o MEC, apenas entre 10% e 20% da população timorense fala português. Os idiomas locais são o tetum e o indonês.
Lula disse ainda que grupo formado por representantes dos Ministérios das Relações Exteriores e da Cultura visitarão a capital timorense, Díli, para identificar oportunidades de intercâmbio entre artistas.
O presidente brasileiro anunciou também que, a partir de março, o Brasil capacitará técnicos de futebol dos países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
José Ramos Horta apontou o combate à violência e à pobreza, que atinge quatro em cinco pessoas do país, como desafios do Timor Leste. "Temos de conquistar os investidores. Agora, temos a responsabilidade de combater a pobreza", disse Horta, que chamou o presidente Lula de "irmão mais velho".
Lula afirmou ainda que existe interesse do Brasil em aprofundar acordo para treinamento de policiais timorenses.
Timor-Leste: Rebeldes que participaram de ataque a líderes se entregam
Sydney (Austrália), 22 mar (EFE).- Quatro militares rebeldes do grupo que participou dos ataques contra os líderes do Timor-Leste se entregaram hoje às forças de segurança, afirmou o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
Os rebeldes se renderam pouco depois do meio-dia em uma delegacia de Polícia nos arredores de Aileu, localidade ao sul de Díli, a capital timorense.
Em declarações divulgadas pela imprensa australiana, Gusmão disse que os quatro soldados rebeldes reconheceram, após se entregar, que haviam participado dos ataques cometidos em 11 de fevereiro contra o próprio premiê e o presidente timorense, José Ramos Horta.
Em um dos ataques, Ramos Horta ficou gravemente ferido após levar três tiros.
O primeiro-ministro, que saiu ileso do ataque contra ele, ressaltou que esta rendição pode incentivar os outros militares rebeldes a decidir se entregar.
Na semana passada, Gusmão disse que o diálogo com os rebeldes, agora liderados por Gastão Salsinha, estava esgotado e que a via militar era a única saída.
Salsinha era o braço direito do ex-chefe rebelde Alfredo Reinado, morto a tiros durante o ataque a Ramos Horta, que na segunda-feira passada recebeu alta do Hospital Real de Darwin, onde estava internado.
Os tribunais timorenses emitiram 23 ordens de detenção contra militares rebeldes que teriam participado dos dois ataques.
Os rebeldes se renderam pouco depois do meio-dia em uma delegacia de Polícia nos arredores de Aileu, localidade ao sul de Díli, a capital timorense.
Em declarações divulgadas pela imprensa australiana, Gusmão disse que os quatro soldados rebeldes reconheceram, após se entregar, que haviam participado dos ataques cometidos em 11 de fevereiro contra o próprio premiê e o presidente timorense, José Ramos Horta.
Em um dos ataques, Ramos Horta ficou gravemente ferido após levar três tiros.
O primeiro-ministro, que saiu ileso do ataque contra ele, ressaltou que esta rendição pode incentivar os outros militares rebeldes a decidir se entregar.
Na semana passada, Gusmão disse que o diálogo com os rebeldes, agora liderados por Gastão Salsinha, estava esgotado e que a via militar era a única saída.
Salsinha era o braço direito do ex-chefe rebelde Alfredo Reinado, morto a tiros durante o ataque a Ramos Horta, que na segunda-feira passada recebeu alta do Hospital Real de Darwin, onde estava internado.
Os tribunais timorenses emitiram 23 ordens de detenção contra militares rebeldes que teriam participado dos dois ataques.
Ramos-Horta está a recuperar «surpreendentemente bem»

O Presidente timorense, José Ramos-Horta, está a recuperar "extremamente bem", mostra-se bem disposto, já comeu pasteis de nata e irá regressar em breve a Timor-Leste, disse hoje à Agência Lusa a sua chefe de gabinete.
"O Presidente está bem disposto e está a recuperar muito bem, extremamente bem, na sua própria casa (em Darwin, Austrália)", disse por telefone à Lusa Natália Carrascalão.
Contactada a partir de Lisboa, a chefe de gabinete não precisou uma data para o regresso de Ramos-Horta a Timor-Leste, mas disse que, segundo o seu médico pessoal, "se quisesse (o presidente) poderia regressar hoje, não teria problemas nenhuns"
"Mas vais ficar mais uns dias a descansar", acrescentou.
Natália Carrascalão disse ainda que o chefe de Estado timorense está "cheio de força, fica bastante tempo a falar com as pessoas e tem a família toda ao seu redor".
Sublinhando a rápida recuperação do Presidente timorense face à gravidade dos ferimentos que teve, a chefe de gabinete atribuiu-a à força e à boa forma física de Ramos-Horta que "caminha e exercita-se bastante".
Apesar de ainda não ter conseguido saborear os pastéis de Belém originais que pediu assim que se recuperou do ataque, José Ramos-Horta já comeu uns pastéis de nata, que uma amiga lhe levou de Sydney.
"Houve um problema com uma mala do comandante da GNR que lhe trazia pastéis de Belém. Ficou retida na Holanda", explicou divertida, acrescentando que o Presidente é um "grande apreciador" deste bolo português.
José Ramos-Horta foi ferido a tiro durante um ataque contra a sua residência em Díli, a 11 de Fevereiro.
Nesse mesmo dia, após ter sido inicialmente assistido em Díli, foi transferido para um hospital de Darwin, norte da Austrália, onde foi submetido a várias intervenções cirúrgicas e onde recebeu alta na quinta-feira.
Monday, 28 January 2008
Lula da Silva recebe Ramos-Horta no dia 31, em Brasília
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, será recebido pelo chefe de Estado do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva no próximo dia 31, no Palácio do Planalto, anunciou hoje o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
"É a manutenção de um diálogo estreito e fluido entre Brasil e Timor-Leste. Haverá um reforço no sentido de passar em revista os projectos de cooperação já existentes, como o da consolidação do ensino de língua portuguesa", afirmou a chefe do Departamento da Ásia e Oceânia do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Regina Dunlop.
Segundo a diplomata, há actualmente 50 professores brasileiros a trabalhar em Timor-Leste.
Regina Dunlop manifestou ainda a confiança do governo brasileiro na consolidação institucional do Estado timorense.
"Timor-Leste é uma nação jovem, que obviamente enfrenta percalços para a consolidação institucional do Estado e precisa de contar com a ajuda internacional. O Brasil tem confiança de que Timor-Leste vai trilhar um caminho soberano e democrático rumo ao desenvolvimento", assinalou.
Actualmente, os três grandes problemas de Timor-Leste são os cerca de 100 mil deslocados, as cinco centenas de peticionários, a maioria armados, e o fugitivo major Alfredo Reinado, um dos protagonistas da crise político-militar de 2006.
O programa da visita de Ramos-Horta ao Brasil, que inclui o Rio de Janeiro e Brasília, está ainda a ser ultimado.
A previsão é de que Ramos-Horta chegue ao Rio de Janeiro no dia 28 de Janeiro, seguindo para Brasília no dia 30.
No Rio de Janeiro, o PR timorense terá encontros com o governador Sérgio Cabral, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e com o presidente do Comité Olímpico Brasileiro, Carlos Artur Nuzman.
O desporto é uma das áreas de grande interesse do governo de Timor-Leste, que pretende desenvolver a prática desportiva nas escolas do país, pretendendo Ramos-Horta conhecer as potencialidades do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Pan-Americanos, em Julho passado.
O chefe de Estado timorense deverá chegar no dia 30 a Brasília, onde se reúne, no dia seguinte, com o Presidente Lula da Silva e o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
De acordo com o Itamaraty, não há ainda previsão de assinatura de acordos entre os dois países.
"É a manutenção de um diálogo estreito e fluido entre Brasil e Timor-Leste. Haverá um reforço no sentido de passar em revista os projectos de cooperação já existentes, como o da consolidação do ensino de língua portuguesa", afirmou a chefe do Departamento da Ásia e Oceânia do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Regina Dunlop.
Segundo a diplomata, há actualmente 50 professores brasileiros a trabalhar em Timor-Leste.
Regina Dunlop manifestou ainda a confiança do governo brasileiro na consolidação institucional do Estado timorense.
"Timor-Leste é uma nação jovem, que obviamente enfrenta percalços para a consolidação institucional do Estado e precisa de contar com a ajuda internacional. O Brasil tem confiança de que Timor-Leste vai trilhar um caminho soberano e democrático rumo ao desenvolvimento", assinalou.
Actualmente, os três grandes problemas de Timor-Leste são os cerca de 100 mil deslocados, as cinco centenas de peticionários, a maioria armados, e o fugitivo major Alfredo Reinado, um dos protagonistas da crise político-militar de 2006.
O programa da visita de Ramos-Horta ao Brasil, que inclui o Rio de Janeiro e Brasília, está ainda a ser ultimado.
A previsão é de que Ramos-Horta chegue ao Rio de Janeiro no dia 28 de Janeiro, seguindo para Brasília no dia 30.
No Rio de Janeiro, o PR timorense terá encontros com o governador Sérgio Cabral, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e com o presidente do Comité Olímpico Brasileiro, Carlos Artur Nuzman.
O desporto é uma das áreas de grande interesse do governo de Timor-Leste, que pretende desenvolver a prática desportiva nas escolas do país, pretendendo Ramos-Horta conhecer as potencialidades do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Pan-Americanos, em Julho passado.
O chefe de Estado timorense deverá chegar no dia 30 a Brasília, onde se reúne, no dia seguinte, com o Presidente Lula da Silva e o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
De acordo com o Itamaraty, não há ainda previsão de assinatura de acordos entre os dois países.
Médicos cubanos indignados com declarações de Ramos-Horta
Os quatro médicos cubanos à espera de fugir de Timor-Leste para os Estados Unidos reagiram hoje com indignação às declarações do presidente timorense, que terça-feira classificou o caso de mera "oportunidade económica".
"José Ramos-Horta devia preocupar-se por um partido estrangeiro controlar, funcionar e dirigir dentro do seu próprio país o sistema de saúde, como está acontecendo", afirmou o médico Alexis Oriol Rodriguez à Agência Lusa em Díli.
"Isto é uma chantagem política e não deveria ser permitida por um governo de nenhum país que se autoproclame livre, independente ou democrático", acrescentou o médico.
Quatro dos 227 cooperantes da brigada sanitária cubana em Timor-Leste não querem voltar a Cuba.
Os médicos, entrevistados pela Lusa, acusam Havana de "exportar a tirania" através do controlo rigoroso do Partido Comunista Cubano (PCC) sobre cada um dos cooperantes em Timor-Leste.
Os quatro médicos, sem passaporte, vivem escondidos em Díli há cerca de três meses, aguardando que o Governo timorense os deixe sair do país.
"Há uma lei, passada pelo Congresso (norte-americano) que garante a qualquer médico cubano, quer esteja em Cuba ou noutro país a trabalhar, que se quiser ir para os EUA sem tratamento especial é automaticamente aceite", declarou José Ramos-Horta à Lusa comentando o caso.
Para o chefe de Estado timorense, torna-se, por isso, "natural" que, havendo um país, como Cuba, onde os médicos "ganham pouco", se surgirem os Estados Unidos a "oferecer privilégios de médico", tal "incentive e encoraje qualquer um".
"Se assim é, então alguém nos explique por que estamos ainda aqui", declarou hoje à Lusa a médica Irina Valdés Pérez.
"Já cumprimos o contrato de 2 anos de missão em Timor-Leste. Não devemos nada nem a Timor nem a Cuba. Só pedimos que respeitem a liberdade de movimentos de cada um de nós", acrescentou a médica.
Irina Valdés Pérez, o seu marido Raidén López Carrillo e Miriela Llanes Martínez já obtiveram da embaixada dos Estados Unidos em Díli o visto de entrada e os documentos que lhes permitem viajar até à América, "mesmo sem passaporte".
Quanto a Alexis Oriol Rodriguez, ainda não obteve o visto norte-americano.
Sobre as declarações de José Ramos-Horta, Raidén López Carrillo interroga-se "sobre a noção de direitos humanos do Presidente da República, que é também Prémio Nobel da Paz".
"Em Cuba tudo é político", sublinhou Irina Valdés Pérez sobre os motivos "económicos" da sua fuga para os Estados Unidos, país onde os quatro médicos ouvidos pela Lusa têm família.
"Esse é o tipo de argumento repetido pela Embaixada de Cuba", acrescentou a médica.
"O Governo de Cuba, na figura do seu embaixador em Timor-Leste, e o que é pior, agora na do senhor Ramos-Horta (sic), tenta esconder ao mundo o desacordo e a reprovação que muitos cubanos sentem por viver num país onde não existe liberdade, democracia nem direitos humanos, ao chamar de 'económicos'" os motivos dos quatro médicos, afirmou Alexis Oriol Rodriguez.
As declarações do chefe de Estado timorense, conclui o médico numa declaração escrita à Lusa, deixaram-lhe "repugnância e a mais profunda pena".
A Lusa tentou, sem sucesso, nos últimos dois dias, esclarecer junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense qual a situação dos médicos cubanos e a razão por que não saíram do país.
Um responsável da embaixada dos Estados Unidos em Díli, contactado a propósito do mesmo caso, remeteu para quinta-feira "uma resposta oficial" do Departamento de Estado.
A mesma fonte explicou à Lusa, no entanto, que os três médicos cubanos autorizados a entrar nos Estados Unidos "não são asilados políticos" e que a sua documentação de viagem foi concedida ao abrigo de um programa especial.
Quanto ao embaixador de Cuba em Díli, Ramón Hernández Vásquez, membro do Comité Central do PCC, afirmou terça-feira à Lusa que "tudo o que havia a dizer" sobre o caso já foi dito.
Para o diplomata cubano, a situação dos médicos que pretendem fugir para os Estados Unidos é "apenas um caso de emigração económica".
"José Ramos-Horta devia preocupar-se por um partido estrangeiro controlar, funcionar e dirigir dentro do seu próprio país o sistema de saúde, como está acontecendo", afirmou o médico Alexis Oriol Rodriguez à Agência Lusa em Díli.
"Isto é uma chantagem política e não deveria ser permitida por um governo de nenhum país que se autoproclame livre, independente ou democrático", acrescentou o médico.
Quatro dos 227 cooperantes da brigada sanitária cubana em Timor-Leste não querem voltar a Cuba.
Os médicos, entrevistados pela Lusa, acusam Havana de "exportar a tirania" através do controlo rigoroso do Partido Comunista Cubano (PCC) sobre cada um dos cooperantes em Timor-Leste.
Os quatro médicos, sem passaporte, vivem escondidos em Díli há cerca de três meses, aguardando que o Governo timorense os deixe sair do país.
"Há uma lei, passada pelo Congresso (norte-americano) que garante a qualquer médico cubano, quer esteja em Cuba ou noutro país a trabalhar, que se quiser ir para os EUA sem tratamento especial é automaticamente aceite", declarou José Ramos-Horta à Lusa comentando o caso.
Para o chefe de Estado timorense, torna-se, por isso, "natural" que, havendo um país, como Cuba, onde os médicos "ganham pouco", se surgirem os Estados Unidos a "oferecer privilégios de médico", tal "incentive e encoraje qualquer um".
"Se assim é, então alguém nos explique por que estamos ainda aqui", declarou hoje à Lusa a médica Irina Valdés Pérez.
"Já cumprimos o contrato de 2 anos de missão em Timor-Leste. Não devemos nada nem a Timor nem a Cuba. Só pedimos que respeitem a liberdade de movimentos de cada um de nós", acrescentou a médica.
Irina Valdés Pérez, o seu marido Raidén López Carrillo e Miriela Llanes Martínez já obtiveram da embaixada dos Estados Unidos em Díli o visto de entrada e os documentos que lhes permitem viajar até à América, "mesmo sem passaporte".
Quanto a Alexis Oriol Rodriguez, ainda não obteve o visto norte-americano.
Sobre as declarações de José Ramos-Horta, Raidén López Carrillo interroga-se "sobre a noção de direitos humanos do Presidente da República, que é também Prémio Nobel da Paz".
"Em Cuba tudo é político", sublinhou Irina Valdés Pérez sobre os motivos "económicos" da sua fuga para os Estados Unidos, país onde os quatro médicos ouvidos pela Lusa têm família.
"Esse é o tipo de argumento repetido pela Embaixada de Cuba", acrescentou a médica.
"O Governo de Cuba, na figura do seu embaixador em Timor-Leste, e o que é pior, agora na do senhor Ramos-Horta (sic), tenta esconder ao mundo o desacordo e a reprovação que muitos cubanos sentem por viver num país onde não existe liberdade, democracia nem direitos humanos, ao chamar de 'económicos'" os motivos dos quatro médicos, afirmou Alexis Oriol Rodriguez.
As declarações do chefe de Estado timorense, conclui o médico numa declaração escrita à Lusa, deixaram-lhe "repugnância e a mais profunda pena".
A Lusa tentou, sem sucesso, nos últimos dois dias, esclarecer junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense qual a situação dos médicos cubanos e a razão por que não saíram do país.
Um responsável da embaixada dos Estados Unidos em Díli, contactado a propósito do mesmo caso, remeteu para quinta-feira "uma resposta oficial" do Departamento de Estado.
A mesma fonte explicou à Lusa, no entanto, que os três médicos cubanos autorizados a entrar nos Estados Unidos "não são asilados políticos" e que a sua documentação de viagem foi concedida ao abrigo de um programa especial.
Quanto ao embaixador de Cuba em Díli, Ramón Hernández Vásquez, membro do Comité Central do PCC, afirmou terça-feira à Lusa que "tudo o que havia a dizer" sobre o caso já foi dito.
Para o diplomata cubano, a situação dos médicos que pretendem fugir para os Estados Unidos é "apenas um caso de emigração económica".
Tribunal viu «entrevista» de Reinado, julgamento adiado

Alfredo Reinado não compareceu à segunda sessão do seu julgamento em Díli, mas o Tribunal de Recurso de Timor-Leste visionou uma "entrevista" do major fugitivo num vídeo de 59 minutos.
Devido à ausência de Alfredo Reinado, principal arguido no processo, o julgamento foi adiado para 04 de Março.
Apenas estiveram presentes no Tribunal de Recurso dois arguidos que se encontram em prisão preventiva, Nixon Galucho e José Soares.
Alfredo Reinado, figura relevante da crise de 2006 em Timor-Leste, é acusado dos crimes de homicídio, rebelião contra o Estado e posse ilegal de material de guerra.
No vídeo, que tem sido divulgado em disco e pela Internet e que se pode comprar nas ruas de Díli, Alfredo Reinado faz acusações graves contra o actual primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
"Ele é o autor da crise", acusa o militar fugitivo.
"Ele planeou tudo. Se eu for para a cadeia, ele irá também por muito mais tempo", afirma o ex-comandante da Polícia Militar sobre Xanana Gusmão, a quem chama de "mentiroso".
O major fugitivo, falando em tétum e em inglês, faz várias ameaças e pede "aos jovens lorosae e aos jovens loromonu (dos distritos ocidentais e dos distritos orientais do país) que não adorem um governo que (os) traiu".
"Ouçam, esperem. Se houver festa, eu dou-vos convite", pede Alfredo Reinado, insistindo no seu "direito de levantamento pela pátria".
"Não sabemos se pode surgir uma guerra civil", diz.
"Temos que nos levantar juntos e salvar a nação", afirma ainda Alfredo Reinado.
"Esta é uma democracia já velha e azeda, mas há muitos líderes que ainda são bons", acrescenta.
O major fugitivo avisa os investidores estrangeiros "a porem o seu dinheiro noutro local qualquer".
Para resolver "a crise", Alfredo Reinado pede à ONU que "dissolva o Governo, entregue o poder ao Presidente da República (José Ramos-Horta) e dê escolha ao povo" através de um referendo como o de 1999.
O presidente do colectivo de juízes, Ivo Rosa, decidiu pelo visionamento integral em audiência do vídeo de Alfredo Reinado depois do Ministério Público pedir a junção da gravação ao processo.
Só dessa maneira, explicou o magistrado, se podia apurar se o filme era ou não relevante como meio adicional de prova.
O colectivo deferiu o pedido do Ministério Público.
Além de dois longos monólogos de Alfredo Reinado, a gravação inclui imagens do major com o seu grupo de homens armados, numa paisagem montanhosa.
"Trata-se de uma mera entrevista do arguido em data que se desconhece, (com um) entrevistado que se desconhece, certamente para acontecimentos muito posteriores à data da acusação", argumentou o advogado de Alfredo Reinado, Paulo dos Remédios, após o visionamento.
O advogado, que é também assessor da Presidência da República, defendeu que o vídeo "não traz elementos novos probatórios".
O tribunal, no entanto, considerou que a gravação é relevante porque confirma que o grupo de Alfredo Reinado "continua na posse de armas e de uniformes supostamente pertencentes ao Estado timorense" e ao seu Exército.
Antes da audiência, no exterior do Tribunal de Recurso, ocorreu um incidente entre elementos da unidade que foi comandada por Alfredo Reinado, a Polícia Militar (PM), e oficiais das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e da Polícia das Nações Unidas (UNPol).
A discussão começou após a revista feita por elementos da PM a elementos das F-FDTL, incluindo o tenente-coronel Falur.
Na sequência da discussão, um membro australiano da UNPol foi agredido por um militar timorense.
Elementos da UNPol ordenaram a vários jornalistas presentes que "apagassem as imagens" do incidente.
Posteriormente, um polícia da UNPol tentou obter cópia das mesmas imagens junto da delegação da RTP em Díli.
Ficou sem resposta um pedido da Lusa à UNPol sobre a natureza do incidente junto ao Tribunal de Recurso e a origem da ordem policial junto dos jornalistas.
Sunday, 20 January 2008
Médicos cubanos aguardam autorização para fugir para os EUA
Três médicos cubanos esperam há quase três meses em Díli autorização para fugir para os Estados Unidos, num caso que o embaixador de Cuba considera "parte de um plano americano para sabotar a cooperação médica" de Havana.
"Continuamos à espera de uma autorização do Governo timorense para sair de Timor-Leste para um terceiro país", afirmou hoje o médico Reidén López.
Reidén López Carrillo, a mulher e um outro médico cubano esperam autorização que lhes permita seguir para os Estados Unidos da América, país a que pediram asilo a 5 de Novembro de 2007.
A embaixada dos Estados Unidos em Díli "já emitiu os documentos de viagem para os três", disse o médico cubano.
Como todos os cooperantes cubanos em serviço em Timor-Leste no âmbito de um acordo bilateral, os três médicos tiveram à chegada que entregar os seus passaportes à embaixada de Cuba em Díli.
"Atravessámos condições muito difíceis", declarou o médico.
"Ficámos sem dinheiro, tivemos que dormir no chão e comer mal durante dois meses", contou Reidén López Carrillo.
"A situação deles ficou muito frágil a partir do momento em que decidiram não regressar a Cuba e esconder-se algures em Díli", contou à Lusa uma das pessoas envolvidas na resolução do seu caso.
"Tudo podia acontecer-lhes a qualquer momento porque Timor-Leste não quer correr o risco de melindrar as relações com Cuba e comprometer o programa de cooperação médica", adiantou a mesma fonte.
A situação dos três médicos cubanos chegou a Washington e aos gabinetes de figuras influentes no Senado e no Departamento de Estado, disse à Lusa uma fonte diplomática.
O senador hispano-americano Mel Martinez telefonou ao chefe da diplomacia timorense, Zacarias da Costa, intercedendo a favor dos médicos em fuga, referiu a mesma fonte.
O caso ainda pendente dos três médicos surgiu na sequência da saída para os Estados Unidos, em Outubro passado, de outra médica cubana em serviço em Timor-Leste.
"Continuamos à espera de uma autorização do Governo timorense para sair de Timor-Leste para um terceiro país", afirmou hoje o médico Reidén López.
Reidén López Carrillo, a mulher e um outro médico cubano esperam autorização que lhes permita seguir para os Estados Unidos da América, país a que pediram asilo a 5 de Novembro de 2007.
A embaixada dos Estados Unidos em Díli "já emitiu os documentos de viagem para os três", disse o médico cubano.
Como todos os cooperantes cubanos em serviço em Timor-Leste no âmbito de um acordo bilateral, os três médicos tiveram à chegada que entregar os seus passaportes à embaixada de Cuba em Díli.
"Atravessámos condições muito difíceis", declarou o médico.
"Ficámos sem dinheiro, tivemos que dormir no chão e comer mal durante dois meses", contou Reidén López Carrillo.
"A situação deles ficou muito frágil a partir do momento em que decidiram não regressar a Cuba e esconder-se algures em Díli", contou à Lusa uma das pessoas envolvidas na resolução do seu caso.
"Tudo podia acontecer-lhes a qualquer momento porque Timor-Leste não quer correr o risco de melindrar as relações com Cuba e comprometer o programa de cooperação médica", adiantou a mesma fonte.
A situação dos três médicos cubanos chegou a Washington e aos gabinetes de figuras influentes no Senado e no Departamento de Estado, disse à Lusa uma fonte diplomática.
O senador hispano-americano Mel Martinez telefonou ao chefe da diplomacia timorense, Zacarias da Costa, intercedendo a favor dos médicos em fuga, referiu a mesma fonte.
O caso ainda pendente dos três médicos surgiu na sequência da saída para os Estados Unidos, em Outubro passado, de outra médica cubana em serviço em Timor-Leste.
Lula da Silva recebe Ramos-Horta no dia 31, em Brasília
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, será recebido pelo chefe de Estado do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva no próximo dia 31, no Palácio do Planalto, anunciou hoje o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
"É a manutenção de um diálogo estreito e fluido entre Brasil e Timor-Leste. Haverá um reforço no sentido de passar em revista os projectos de cooperação já existentes, como o da consolidação do ensino de língua portuguesa", afirmou a chefe do Departamento da Ásia e Oceânia do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Regina Dunlop.
Segundo a diplomata, há actualmente 50 professores brasileiros a trabalhar em Timor-Leste.
Regina Dunlop manifestou ainda a confiança do governo brasileiro na consolidação institucional do Estado timorense.
"Timor-Leste é uma nação jovem, que obviamente enfrenta percalços para a consolidação institucional do Estado e precisa de contar com a ajuda internacional. O Brasil tem confiança de que Timor-Leste vai trilhar um caminho soberano e democrático rumo ao desenvolvimento", assinalou.
Actualmente, os três grandes problemas de Timor-Leste são os cerca de 100 mil deslocados, as cinco centenas de peticionários, a maioria armados, e o fugitivo major Alfredo Reinado, um dos protagonistas da crise político-militar de 2006.
O programa da visita de Ramos-Horta ao Brasil, que inclui o Rio de Janeiro e Brasília, está ainda a ser ultimado.
A previsão é de que Ramos-Horta chegue ao Rio de Janeiro no dia 28 de Janeiro, seguindo para Brasília no dia 30.
No Rio de Janeiro, o PR timorense terá encontros com o governador Sérgio Cabral, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e com o presidente do Comité Olímpico Brasileiro, Carlos Artur Nuzman.
O desporto é uma das áreas de grande interesse do governo de Timor-Leste, que pretende desenvolver a prática desportiva nas escolas do país, pretendendo Ramos-Horta conhecer as potencialidades do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Pan-Americanos, em Julho passado.
O chefe de Estado timorense deverá chegar no dia 30 a Brasília, onde se reúne, no dia seguinte, com o Presidente Lula da Silva e o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
De acordo com o Itamaraty, não há ainda previsão de assinatura de acordos entre os dois países.
"É a manutenção de um diálogo estreito e fluido entre Brasil e Timor-Leste. Haverá um reforço no sentido de passar em revista os projectos de cooperação já existentes, como o da consolidação do ensino de língua portuguesa", afirmou a chefe do Departamento da Ásia e Oceânia do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Regina Dunlop.
Segundo a diplomata, há actualmente 50 professores brasileiros a trabalhar em Timor-Leste.
Regina Dunlop manifestou ainda a confiança do governo brasileiro na consolidação institucional do Estado timorense.
"Timor-Leste é uma nação jovem, que obviamente enfrenta percalços para a consolidação institucional do Estado e precisa de contar com a ajuda internacional. O Brasil tem confiança de que Timor-Leste vai trilhar um caminho soberano e democrático rumo ao desenvolvimento", assinalou.
Actualmente, os três grandes problemas de Timor-Leste são os cerca de 100 mil deslocados, as cinco centenas de peticionários, a maioria armados, e o fugitivo major Alfredo Reinado, um dos protagonistas da crise político-militar de 2006.
O programa da visita de Ramos-Horta ao Brasil, que inclui o Rio de Janeiro e Brasília, está ainda a ser ultimado.
A previsão é de que Ramos-Horta chegue ao Rio de Janeiro no dia 28 de Janeiro, seguindo para Brasília no dia 30.
No Rio de Janeiro, o PR timorense terá encontros com o governador Sérgio Cabral, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e com o presidente do Comité Olímpico Brasileiro, Carlos Artur Nuzman.
O desporto é uma das áreas de grande interesse do governo de Timor-Leste, que pretende desenvolver a prática desportiva nas escolas do país, pretendendo Ramos-Horta conhecer as potencialidades do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Pan-Americanos, em Julho passado.
O chefe de Estado timorense deverá chegar no dia 30 a Brasília, onde se reúne, no dia seguinte, com o Presidente Lula da Silva e o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
De acordo com o Itamaraty, não há ainda previsão de assinatura de acordos entre os dois países.
Ramos Horta é recebido pelo Papa segunda-feira
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, será recebido segunda-feira pelo Papa Bento XVI no Vaticano, noticiou a agência Ecclesia
Uma das questões que o Nobel da Paz 1996 deverá abordar com o Papa é a aguardada criação de uma terceira diocese - além das de Díli e Baucau - que está dependente da divisão territorial de Timor.
Em 2007, quando foi eleito Presidente timorense, Ramos Horta agradeceu ao Papa a forma como comentou as eleições no país, depois de este ter destacado a «grande maturidade cívica» do povo de Timor-Leste.
Bento XVI exortou, na altura, os responsáveis políticos timorenses a promoverem uma «progressiva democratização da sociedade», para aumentar a participação de todos os grupos na vida pública.
Antes do escrutínio presidencial de 2007, o então Presidente, Xanana Gusmão, convidara o Papa a visitar o país, para «ajudar a restabelecer a paz nos corações» dos timorenses.
O anterior Papa, João Paulo II, esteve em Timor-Leste em 1989, quando o território ainda se encontrava sob o domínio da Indonésia.
Lusa/SOL
Uma das questões que o Nobel da Paz 1996 deverá abordar com o Papa é a aguardada criação de uma terceira diocese - além das de Díli e Baucau - que está dependente da divisão territorial de Timor.
Em 2007, quando foi eleito Presidente timorense, Ramos Horta agradeceu ao Papa a forma como comentou as eleições no país, depois de este ter destacado a «grande maturidade cívica» do povo de Timor-Leste.
Bento XVI exortou, na altura, os responsáveis políticos timorenses a promoverem uma «progressiva democratização da sociedade», para aumentar a participação de todos os grupos na vida pública.
Antes do escrutínio presidencial de 2007, o então Presidente, Xanana Gusmão, convidara o Papa a visitar o país, para «ajudar a restabelecer a paz nos corações» dos timorenses.
O anterior Papa, João Paulo II, esteve em Timor-Leste em 1989, quando o território ainda se encontrava sob o domínio da Indonésia.
Lusa/SOL
Ramos Horta é recebido pelo Papa segunda-feira
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, será recebido segunda-feira pelo Papa Bento XVI no Vaticano, noticiou a agência Ecclesia
Uma das questões que o Nobel da Paz 1996 deverá abordar com o Papa é a aguardada criação de uma terceira diocese - além das de Díli e Baucau - que está dependente da divisão territorial de Timor.
Em 2007, quando foi eleito Presidente timorense, Ramos Horta agradeceu ao Papa a forma como comentou as eleições no país, depois de este ter destacado a «grande maturidade cívica» do povo de Timor-Leste.
Bento XVI exortou, na altura, os responsáveis políticos timorenses a promoverem uma «progressiva democratização da sociedade», para aumentar a participação de todos os grupos na vida pública.
Antes do escrutínio presidencial de 2007, o então Presidente, Xanana Gusmão, convidara o Papa a visitar o país, para «ajudar a restabelecer a paz nos corações» dos timorenses.
O anterior Papa, João Paulo II, esteve em Timor-Leste em 1989, quando o território ainda se encontrava sob o domínio da Indonésia.
Lusa/SOL
Uma das questões que o Nobel da Paz 1996 deverá abordar com o Papa é a aguardada criação de uma terceira diocese - além das de Díli e Baucau - que está dependente da divisão territorial de Timor.
Em 2007, quando foi eleito Presidente timorense, Ramos Horta agradeceu ao Papa a forma como comentou as eleições no país, depois de este ter destacado a «grande maturidade cívica» do povo de Timor-Leste.
Bento XVI exortou, na altura, os responsáveis políticos timorenses a promoverem uma «progressiva democratização da sociedade», para aumentar a participação de todos os grupos na vida pública.
Antes do escrutínio presidencial de 2007, o então Presidente, Xanana Gusmão, convidara o Papa a visitar o país, para «ajudar a restabelecer a paz nos corações» dos timorenses.
O anterior Papa, João Paulo II, esteve em Timor-Leste em 1989, quando o território ainda se encontrava sob o domínio da Indonésia.
Lusa/SOL
Adolfo Nicolás é o novo "Papa Negro"

O novo superior geral da Companhia de Jesus é espanhol
O novo superior geral da Companhia de Jesus, o espanhol Adolfo Nicolás, já coordenou a acção jesuíta em Timor-Leste e a sua larga experiência na Ásia dá-lhe fama de "homem do mundo".
"Trata-se de alguém que experimentou os dois mundos que se querem unir: a realidade dos cristãos na Ásia e a realidade cristã na Europa", disse à Lusa o padre Miguel Gonçalves Ferreira, do Centro Universitário Padre António Vieira.
Ressalvando ser ainda "cedo para ver" eventuais diferenças com o antecessor, o holandês Peter-Hans Kolvenbach, Gonçalves Ferreira disse que a experiência asiática do novo Prepósito Geral é relevante por ser a de alguém "que compreende os dois mundos e de relevo porque um dos objectivos para a Companhia de Jesus e para toda a Igreja é o crescimento dos cristãos na Ásia".
O novo superior geral, 71 anos, hoje eleito em Roma, passou 46 anos em missão na Ásia, sobretudo no Japão, onde era professor de Teologia na prestigiada Universidade Sophia, em Tóquio.
Desde 2004, desempenhou ainda funções de moderador da Conferência Jesuíta da Ásia Oriental e da Oceânia, com incidência em Timor-Leste e nas Filipinas.
Na votação de hoje, entre os 226 delegados, estiveram os padres portugueses Nuno da Silva Gonçalves (superior da província portuguesa), Carlos Carneiro (mestre de noviços) e Manuel Morujão (conselheiro do anterior superior geral).
Na eleição esteve também o superior regional de Moçambique, o padre brasileiro Carlos Giovanni Salomão.
Adolfo Nicolás, o "Papa Negro" que é o 29 sucessor do também espanhol Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, vai chefiar a mais poderosa ordem da Igreja Católica e a que, entre as congregações masculinas, detém o maior número de membros: 19.126.
Nos últimos anos também os jesuítas foram afectados pela diminuição geral de vocações, tendo passado de 35.920 membros na década de 1960, para os actuais 19.126.
Na província portuguesa, que inclui Angola e Moçambique, há cerca de 250 jesuítas, dos quais 170 residem em Portugal.
Pouco conhecido no Vaticano, falando quatro idiomas, o espanhol é visto como um "homem universal" que estudou na Europa e praticou na Ásia, condições essenciais ao "Papa Negro" (pelas vestes da ordem), que tem sido visto como alguém que representa a "universalidade" e o multiculturalismo.
A seguir nos próximos tempos estão as relações com o Vaticano, depois do papa Bento XVI ter deixado claro ao seu antecessor que espera que os jesuítas reafirmem a sua "adesão total à doutrina católica" e, em particular, a "alguns pontos nevrálgicos atacados hoje em dia pela cultura secular".
O primeiro acto do novo superior geral será, no domingo, a celebração de uma missa na igreja romana de Gesú.
Jesuítas elegem padre espanhol para novo superior-geral da ordem

Bento XVI recebe a 21 de Fevereiro o novo superior da Companhia de Jesus
A 35.ª Congregação Geral da Companhia de Jesus elegeu ontem, em Roma, o espanhol Adolfo Nicolás como novo superior-geral em substituição do padre Hans-Peter Kolvenbach. O padre espanhol, de 71 anos, torna-se o 29.º dirigente da ordem desde a sua fundação, em 1540, por Santo Inácio de Loyola.
Adolfo Nicolás obteve 109 dos 217 votos possíveis ao segundo escrutínio ontem realizado na cúria geral da ordem, no Borgo Santo Spirito, junto à Praça de São Pedro, onde decorre a congregação. O padre Nicolás presidia até agora à região da Ásia Oriental e Oceânia, que engloba Timor-Leste, onde coordenou a acção da Companhia devido às suas funções de responsável regional.
O seu primeiro acto público será a celebração hoje ao início da tarde de uma missa na igreja onde se encontra sepultado o fundador da ordem. Na ocasião, irá proferir uma intervenção referindo o que defende como prioridades da Companhia.
O novo superior-geral e restantes participantes da 35.ª Congregação serão recebidos pelo Papa Bento XVI a 21 de Fevereiro. A data da audiência deixa prever mais três a quatro semanas de trabalhos da reunião magna dos jesuítas. Em geral, estas reuniões são conhecidas pela sua longa duração, tendo a anterior durado mais de dois meses.
A actual congregação foi convocada após o padre Kolvenbach ter anunciado a intenção de resignar aos 80 anos, invocando razões de saúde. Este foi autorizado a fazê-lo por Bento XVI, mas permanece em vigor a regra que estabelece o carácter vitalício e a irrenunciabilidade ao cargo, após a escolha da congregação. Esta faz-se por votação secreta. O Papa é o primeiro a ser informado do nome do superior-geral escolhido.
A 35.ª Congregação, eleito o superior-geral, irá agora abordar a definição da missão e as prioridades da sua acção para os próximos tempos. Na véspera da eleição do novo dirigente da ordem, o Papa dirigiu, através do padre Kolvenbach, uma carta aos participantes na congregação, sublinhando a importância da acção da Companhia na missão "de transmitir de forma integral aos nossos contemporâneos, distraídos por inúmeras vozes discordantes, a mensagem única" do Evangelho.
A ordem é definida como o braço apostólico do Papa, sendo considerada um dos principais centros de elaboração doutrinária na esfera do catolicismo. Actualmente, desempenha ainda papel de relevo no diálogo com o islão.
A Companhia de Jesus é hoje a principal ordem masculina da Igreja Católica. O último recenseamento referia a existência de 19 216 elementos, dos quais 13 491 padres, 3049 estudantes, 1810 irmãos e 866 noviços, segundo números ontem divulgados por agências noticiosas católicas.
A província portuguesa, que engloba Angola e Moçambique, conta com 250 jesuítas, dos quais 170 a residirem em Portugal, indicou ontem à Lusa o padre Gonçalves Ferreira, do Centro Universitário Padre António Vieira, uma das instituições da Companhia no país.
Saturday, 19 January 2008
Renascença ajuda a equipar a primeira Maternidade-Escola em Timor-Leste
A Campanha de Natal da Renascença – Nascer em Timor - atingiu o valor de 86 926 Euros. Com o objectivo de angariar fundos para equipar a primeira Maternidade-Escola em Timor-Leste o apelo foi feito na Renascença entre os dias 6 de Dezembro e 6 de Janeiro.
A construção de uma Maternidade-Escola partiu de uma ideia do Patriarcado de Lisboa e que tem vindo a tornar-se realidade através da Fundação Mater-Timor. A primeira maternidade daquele território, que se situa em Díli, é já uma realidade. No entanto, para que comece a funcionar o mais cedo possível carece de equipamento. Com o total de donativos dos ouvintes da Renascença vai ser possível comprar um conjunto de equipamentos essenciais para o funcionamento da Maternidade.
Este equipamento vai ajudar a nascer muitas crianças, assistir as mães com partos difíceis, num país onde dar à luz em casa é uma prática comum, por falta de opção.
Mais de 15 mil quilómetros separam duas realidades muito distintas. Enquanto Portugal tem uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas do mundo, Timor-Leste tem uma das taxas mais altas de mortalidade materna e infantil.
A construção de uma Maternidade-Escola partiu de uma ideia do Patriarcado de Lisboa e que tem vindo a tornar-se realidade através da Fundação Mater-Timor. A primeira maternidade daquele território, que se situa em Díli, é já uma realidade. No entanto, para que comece a funcionar o mais cedo possível carece de equipamento. Com o total de donativos dos ouvintes da Renascença vai ser possível comprar um conjunto de equipamentos essenciais para o funcionamento da Maternidade.
Este equipamento vai ajudar a nascer muitas crianças, assistir as mães com partos difíceis, num país onde dar à luz em casa é uma prática comum, por falta de opção.
Mais de 15 mil quilómetros separam duas realidades muito distintas. Enquanto Portugal tem uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas do mundo, Timor-Leste tem uma das taxas mais altas de mortalidade materna e infantil.
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